Clipping da Saúde 07.08.07
(07/08/2007 - 14:53)
| Clipping da Saúde 07 de Agosto Correio Braziliense e Jornal de Brasília |

Brasília, terça-feira, 07 de agosto de 2007 |
SAÚDE Muito longe do ideal
Despreparo de profissionais, falta de treinamento e de informações impedem crescimento do programa de aleitamento e doação de leite
Gizella Rodrigues e Adriana Bernardes Da equipe do Correio
Apesar dos investimentos dos governos local e federal para incentivar o aleitamento e a doação de leite materno, falhas na estrutura da Secretaria de Saúde ameaçam o sucesso do programa. De um lado, as mães ainda se sentem inseguras sobre o que acontece com o organismo quando amamentam. De outro, mulheres que querem doar não conseguem informações sobre os procedimentos, dentro dos próprios hospitais regionais. A conclusão é de dois estudos da Universidade de Brasília (UnB) feitos com profissionais dos centros de saúde e doadoras dos bancos de leite.
A pesquisa mais recente é uma dissertação de mestrado da nutricionista Lucienne Alencar, defendida no segundo semestre de 2006. Ela entrevistou 36 mulheres cadastradas em dois bancos de leite com grande demanda do DF — os nomes dos bancos e das mães não são citados. Segundo a pesquisadora, as doadoras em potencial deveriam ser abordadas ainda na maternidade. A realidade, porém, é o oposto. Das 36 entrevistadas, 35 decidiram doar por iniciativa própria, geralmente quando começaram a sentir dores no seio por excesso de leite. "Há relatos de mulheres que ligaram para o hospital e os servidores ficavam transferindo de ramal em ramal. Assim, muitas desistem", conta Lucienne.
As doadoras também reclamam da falta de acolhimento por parte dos servidores responsáveis pela coleta. Muitas têm dúvidas sobre o procedimento correto para higienizar o seio, retirar e armazenar o leite. Outras gostariam de saber como é o processo de pasteurização e há mulheres que até desejam conhecer o bebê beneficiado. Para a nutricionista, que já trabalhou nos bancos de Planaltina e da Asa Sul, a secretaria poderia aumentar o número de doadoras se não fossem as falhas.
Segundo Lucienne, o governo organiza dias nacionais da doação de leite, lança cartazes com gente famosa, mas as informações não chegam até as mulheres. "Elas doam porque têm desejo de ajudar outras crianças e não porque têm apoio da instituição. A maioria delas citou o companheiro ou a mãe como principal incentivador. A sensibilização deveria começar no pré-natal. De nada adianta ter bancos superequipados sem a doadora. É do peito da mulher que sai a vida", critica a pesquisadora.
Sem orientação A falta de preparo dos profissionais de assistência materno-infantil já havia sido constatada em 2003, pela nutricionista Dione Barbosa Rodrigues. Ela entrevistou 310 trabalhadores em 25 centros do DF para sua dissertação de mestrado. A maioria não sabe orientar as mães sobre as técnicas de amamentação. O estudo mostra que apenas 24% dos profissionais ouvidos sabiam corretamente a técnica de ordenha. Uma porcentagem considerada alta pela pesquisadora — 41% — desconhece os benefícios da amamentação para as mães. O ponto positivo, explica Dione, é que a maioria absoluta dos profissionais tem um conceito firmado sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê.
A pesquisa foi realizada com base na Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (Iubaam), projeto de 2002 do Ministério da Saúde, que pouquíssimos estados, entre eles o Rio de Janeiro, colocou em prática. Há cerca de um ano, Dione começou a segunda fase dos estudos — a tentativa de implantar o Iubaam no DF. No fim deste mês, os profissionais da rede pública que atuam nessa área serão capacitados por especialistas. "É fundamental que o profissional domine as técnicas de amamentação porque assim passará confiança para mãe", defende Dione. |
PERSONAGEM DA NOTÍCIA O homem dos vidrinhos
| Monique Renne/Especial para o CB |
 |
Sebastião ganhou homenagem: ajuda à campanha do HRAN
|
| | Ao visitar um amigo que estava hospitalizado, o caminhoneiro aposentado Sebastião José de Oliveira, 79 anos, viu uma cena que o deixou triste. Ele saía do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) quando encontrou na calçada uma mulher e um bebê com poucos meses de vida chorando bastante. "Eu perguntei o que acontecia. Ela disse que não tinha leite e que o filho estava com fome. Aquilo me partiu o coração."
Oliveira soube, dias depois, que o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) precisava de vidros para a coleta de leite humano destinado a doações. Lembrou-se do bebê e decidiu fazer alguma coisa para ajudar. Começou a distribuir panfletos sobre amamentação, a guardar os recipientes vazios em casa e a pedir a amigos e vizinhos que fizessem o mesmo. Por último, recorreu aos moradores de outros blocos residenciais para que também juntassem os vidros vazios.
Toda semana, Oliveira segue a pé de seu apartamento na 105 Norte até o Hran, para entregar o resultado de seu esforço — três a quatro sacolas cheias de vidros vazios. "Tem vezes que preciso de ajuda para carregar", afirma. "Já ofereceram para buscar na minha casa. Mas faço questão de levar, porque me sinto mais seguro assim", conta "o homem dos vidrinhos", como ficou conhecido o pai de três filhos, 12 netos e seis bisnetos. Pela atitude, ele foi homenageado no Hran pela Secretaria de Saúde durante a Semana Mundial de Amamentação, que termina hoje.
|
É fácil participar
Toda mulher está apta a doar, exceto em caso de doença infectocontagiosa, como hepatite e Aids. Se estiver usando algum medicamento, deve consultar o médico para saber se há impedimento
A coleta deve ser feita depois que a mulher lavar as mãos e prender os cabelos. O leite deve ser colocado em um recipiente de vidro com tampa plástica e etiqueta de identificação
Os vidros devem ser fervidos por 15 minutos
O leite coletado pode ficar congelado por até 15 dias
O leite coletado e pasteurizado nos bancos de leite pode ser conservado no freezer por seis meses e em geladeira por 24 horas
|
Editor: Samanta Sallum // samanta.sallum@correioweb.com.br Subeditores: Ana Paixão, Roberto Fonseca, Valéria Velasco e-mail: cidades@correioweb.com.br Tels. 3214-1180 • 3214-1181 |
Plano de saúde Autorização para cirurgia
"Minha mãe está internada e precisa fazer uma cirurgia urgentemente. Está tomando remédio à base de morfina, que não faz mais efeito, e o plano de saúde da Cassi não autoriza a compra do material para a cirurgia", diz a contadora Michelle Pereira Santana. "Eles autorizaram a cirurgia, mas não liberaram o material, que é a parte mais cara. Alegam também que o médico não é credenciado, mas o Hospital Brasília, onde minha mãe está internada, é credenciado", assegura.
A Divisão de Marketing e Comunicação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) informa que, em virtude de o médico assistente não fazer parte do quadro de credenciados da Caixa de Assistência, a paciente foi orientada e direcionada para outro médico credenciado. Assim, a Cassi afirma que ele fará a avaliação e assumirá os procedimentos necessários à resolução do problema em curso. A Grita Geral lembra que o fato de um hospital ser credenciado em um plano de saúde não implica que todos os médicos que lá trabalham também sejam credenciados. E orienta a sempre confirmar isso previamente com a seguradora.
|
|
IDOSOSVivendo cada vez mais Estudo da UnB mostra crescimento acelerado da população acima de 60 anos no DF, que deve chegar a 15% em 2030. Hoje, soma 6,5% Mariana Branco
A turma acima dos 60 anos deve somar 15% da população do Distrito Federal até 2030. Em 2000, eles eram só 5% dos 2.051.146 habitantes, ou seja, 102,5 mil. Hoje, são 149,5 mil, ou aproximadamente 6,5% dos quase 2,3 milhões de brasilienses. A população idosa local já tem uma taxa anual de crescimento mais que duas vezes superior à da população jovem: 5,6% contra 2,3% ao ano. E este crescimento acelerado está relacionado à alta expectativa de vida no Distrito Federal – 74,9 anos contra 71,9 anos, média nacional – e à queda nos índices de natalidade, fenômeno que atinge o Brasil como um todo.
A notícia preocupante, segundo os especialistas, é que o poder público não está se preparando para esse incremento no número de idosos, formulando políticas e melhorando o acesso a serviços. Alguns programas e iniciativas atendem a uma parcela pequena da terceira idade, mas não suprem toda a demanda.
O idoso que procurar a Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, encontrará opções de prática de exercícios físicos, participação em grupos de convivência ou em um coral e cursos de informática. Algumas delas são gratuitas, outras têm preços acessíveis, abaixo dos de mercado.
Autonomia O GDF, por sua vez, tem a Gerência de Valorização do Idoso, ligada à Secretaria de Cidadania e Justiça, que coordena 56 grupos ou associações em todas as regiões administrativas. Cada um tem relativa autonomia nas atividades que desenvolve, que podem ser bingos, bailes, exercícios físicos, montagens teatrais, entre outros. "Alguns grupos estão muito bem estruturados, outros nem tanto", admite Vera Terezinha Silveira da Silva, gerente da unidade.
Para a professora Ana Maria Nogales Vasconcelos, do Departamento de Estatística da UnB, programas, associações e grupos de atividades desenvolvem um trabalho importante, mas deveriam ser mais numerosos a abranger um maior número de cidades. "É necessário ampliar, fazer uma verdadeira política para o idoso", acrescenta.
Ana Maria é a responsável pelo estudo Brasília: Cenários Territoriais e Demográficos para 2030, encomendado em 2005 pela antiga Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), atual Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma). Foi no âmbito desta pesquisa que surgiu a projeção do número de idosos até 2030.
Demanda crescente "O fato é que serviços como o da saúde pública já têm um funcionamento inadequado, e com o crescimento do número de idosos a situação deve ficar ainda mais crítica. Temos visto uma demanda crescente pelo tratamento de doenças crônicas ou degenerativas, como diabetes e osteoporose. Essas pessoas vão sofrer ainda mais por atendimento", comenta Ana Maria Nogales.
De acordo com a pesquisadora, o crescimento no número de habitantes da terceira idade está ocorrendo de forma acelerada na capital do País, mas o Distrito Federal não deve superar outros estados na quantidade de idosos, já que ainda possui uma população bastante jovem e índices elevados de natalidade na periferia. A expectativa é que, até 2050, a população acima de 65 anos do País some 48,9 milhões, para 46,3 milhões de jovens abaixo de 15 anos. Atualmente, é de 11,2 milhões de idosos para 51 milhões de jovens.
|
Não fique parado |
|
Universidade de Brasília - Gepafi - Aulas de musculação, tai chi chuan, dança de salão e ioga, por R$ 45 cada modalidade. Descontos para quem escolher mais de uma. Informações: 3307-2698, ramal 261, no período da manhã
Escola de Informática da UnB - Turmas de Internet, pacote Office e Windows para a terceira idade. O curso custa R$ 300, valor que pode ser parcelado em três vezes. Informações: 3340-2268 ou 3340-6992.
Núcleo de Estudos da Terceira Idade - O Núcleo é responsável pelo Coral dos Cinqüentões, que se reúne terça e quinta-feira no Auditório Dois Candangos; e pelo programa Idoso na sua Comunidade, que promove reuniões de convivência na Asa Sul, Asa Norte e Lago Norte. As atividades são gratuitas. Informações: 3307-2581
GDF - Informe-se na Gerência de Valorização do Idoso sobre as atividades desenvolvidas na sua cidade. Os telefones são 3340-3855 ou 3340-3451 | |
|
Muito pique e disposição
Se falta uma política organizada para fazer face ao crescimento do número de idosos no Brasil e no DF esperado para os próximos anos, sobra pique para muitos vovôs e vovós, que dão uma lição de energia, disposição e saúde aos mais jovens.
A dona de casa Isabel da Silva Lima, 66 anos, por exemplo, não conhece a palavra preguiça. Há três anos, ela levanta-se diariamente às 6h, e de Ceilândia Sul, onde mora, segue para a Asa Norte, encarando o longo trajeto em dois ônibus. Tudo isso para chegar na hora à aula de musculação no Centro Olímpico da UnB, que começa às 8h em ponto. Depois de levantar pesos, Isabel ainda encara dança de salão, das 10h às 12h. "Isso aqui é uma renovação. Me sinto mais disposta. Nos finais de semana, quando não tem aula, faço caminhada", conta a dona de casa, que começou a fazer as aulas por recomendação médica, a fim de combater a osteoporose.
Melhora O economista aposentado Manoel Soares de Araújo, 66, também participa da musculação, porque gosta da atividade física e em razão de um problema de artrose no joelho. "Além de as dores terem diminuído, me sinto mais leve, mais disposto", comenta.
Isabel e Manoel estão entre os cerca de 80 idosos inscritos no Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Atividades Físicas para Idosos (Gepafi) da UnB, que oferece aulas de musculação, tai chi chuan, ioga e dança de salão. Quem quiser, ainda dá para se inscrever esse semestre.
A professora aposentada Margarida Vidal, 80, prefere se exercitar na dança de salão. Ela sentia dores nos membros, mas seus exames não apontavam nada. Então, o geriatra recomentou exercícios. "Comecei há seis meses e estou me sentindo ótima", afirma. Marisete Peralta Safons, coordenadora do Gepafi, explica que as atividades físicas para idosos são oferecidas na UnB desde 1997.
Na Escola de Informática da universidade, os idosos exercitam a mente. "A gente tem uma certa resistência porque não é da nossa época, mas vê que no mundo de hoje é impossível viver sem. Sempre sonhei abrir uma confecção de roupas depois que me aposentasse, e como vou fazer isso sem informática?", questiona a professora aposentada Maria Miranda, 58.
 |
|
Maus-tratos contra idosos podem ser denunciados no SOS Idoso – telefone 3346-1407 |
|
Sempre sonhei abrir uma confecção depois que me aposentasse, e como vou fazer isso sem informática? |
|
Maria Miranda, 58, professora aposentada | | |
|
|
SÃO PAULO Família de paciente agride o médico
A polícia de São José dos Campos (SP) investiga o caso de um médico agredido pelos familiares de um paciente que morreu no pronto-socorro. Na madrugada de sábado o médico, de 54 anos, ajudou uma colega no atendimento a um idoso, que estava em estado grave de saúde. Inesperadamente, parentes entraram no local e espancaram o médico, que fraturou o nariz. Apenas um dos agressores foi identificado e prestará depoiomento hoje.
|
|
| | |
 |
|
Comprovante de renda liberado O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico) comunica aos médicos integrantes do Precatório 449/94, que a Secretaria de Saúde emitiu novo comprovante de rendimentos pagos e de retenção de Imposto de Renda na fonte relativo ao exercício de 2006, para efeito de retificação da Declaração do Imposto de Renda junto à Secretaria da Receita Federa, se for o caso. O sindicato oferece aos médicos os serviços do Balcão da Contabilidade para os esclarecimentos cabíveis, mediante agendamento pelo telefone 3244-1998 (falar com Raquel). O precatório dos médicos é o maior que o GDF tem de pagar, e se arrastou por mais de 20 anos até o acordo selado no ano passado. Serão 412 beneficiados, num valor total de R$ 200 milhões, a serem pagos em parcelas trimestrais.
Terceirização em debate Durante o mês de agosto o Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde) está promovendo assembléias regionais nos hospitais com o objetivo de discutir a terceirização dos laboratórios e da radiologia dos hospitais da rede pública do Distrito Federal. Representantes do sindicato em reunião com a Secretaria de Saúde obtiveram informações sobre a terceirização. Pela proposta da secretaria, na área de radiologia serão terceirizados os hospitais do Gama, Taguatinga e Paranoá. Os servidores que trabalham no Hospital do Paranoá serão removidos para o Plano Piloto; os do Gama ou para as regionais ou para o centro de saúde da cidade; e os de Taguatinga para a Ceilândia. Serão terceirizados, ainda, os laboratórios da coleta, transporte e os da execução do exame em Centro de Saúde.
| | | | |
|
|
|