Governo do Distrito Federal
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11/06/18 às 15h39 - Atualizado em 11/06/18 às 16h07

Fórum discute novo modelo de atenção à saúde da mulher e à saúde da criança

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Encerramento do encontro será realizado amanhã. Fotos: Matheus Oliveira

 

Obstetras, ginecologistas, enfermeiros e neonatologistas da rede pública de saúde participaram, nesta segunda-feira (11), da abertura do I Fórum de Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento do Distrito Federal.

 

O encontro, promovido pela Secretaria de Saúde, propõe refletir e discutir, até terça-feira (12), as práticas usuais na atenção ao parto e nascimento, seus determinantes e caminhos a percorrer para atender às recomendações da Organização Mundial da Saúde.

 

“Todos temos que estar preocupados com os mesmos objetivos, dispostos a construir em conjunto e ajudar a equipe para elevar a qualidade da assistência. Temos, aqui, a oportunidade de mudar práticas e o grande potencial de desencadear ainda mais mudanças positivas”, disse o secretário adjunto de Saúde, Daniel Seabra, durante a abertura do evento.

 

Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, a atriz Maria Paula também enfatizou a importância do início da vida.

 

“Os primeiros momentos da nossa vida são quando estamos no útero e nosso primeiro ano é muito importante porque é quando as possibilidades estão abertas e podemos mudar o destino de cada bebê”, disse, ao lado de Ricardo Tasca, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Atriz Maria Paula ressaltou a importância do início da vida. Fotos: Matheus Oliveira

 

Apesar dos esforços para humanização e melhoria da qualidade do atendimento, na opinião de Maria Gerlivia Angelim, da Coordenação Geral de Saúde das Mulheres, os desafios ainda são grandes.

 

“O Ministério da Saúde vem incentivando a mudança de práticas com programas como a Rede Cegonha, mas vamos ter que somar esforços e saberes para chegar onde queremos. Algumas práticas ainda precisam ser abolidas”, defendeu.

 

O fórum surgiu da compreensão de que é possível fazer diferente e construir uma rede de cuidados para assegurar o direito a atenção humanizada, em razão da necessidade de promover mudanças na prática profissional, com adequação da oferta às necessidades das mais de cinquenta mil crianças que nascem no DF anualmente e das milhares de mulheres assistidas e acompanhadas na rede.

 

HISTÓRICO – Na década de 90, a Organização Mundial de Saúde publicou recomendações de boas práticas de atenção ao parto e nascimento a fim de fortalecer essa qualificação e, consequentemente, reduzir as altas taxas de mortalidade materna, os elevados índices de cesariana e as intervenções desnecessárias no cenário do parto.

 

O Brasil buscou, ao longo desse período, priorizar ações de melhorias na assistência à mulher, em especial no ciclo gravídico-puerperal, e a crianças na primeira infância, com prioridade para o período neonatal.

 

SERVIÇO

I Fórum de Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento

Data: 11 e 12/6

Local: Auditório do Uniceub Asa Norte

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde

 

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