Governo do Distrito Federal
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7/11/17 às 18h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Adjunto apresenta em congresso projeto de mudança na Atenção Primária

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Na Universidade Católica, Daniel Seabra detalha a conversão para Estratégia Saúde da Família

BRASÍLIA (7/11/17) – Estimativas apontam que entre 65% e 80% dos pacientes que ocupam as emergências dos hospitais poderiam ser atendidos na Atenção Primária. “Imagine as emergências dos hospitais funcionando com 80% a menos de pacientes esperando nas suas salas”, comentou o secretário adjunto de Assistência em Saúde, Daniel Seabra, em palestra nesta terça-feira (7) durante o II Congresso da Escola de Saúde e Medicina da Universidade Católica, no auditório da sede da universidade em Taguatinga.

Essas estimativas baseiam o projeto em implementação na Secretaria de Saúde que converte em Estratégia Saúde da Família o modelo de atendimento na Atenção Primária. Na palestra, Daniel Seabra explicou como se dá esse processo.

Adotado nos países que hoje possuem os melhores resultados em atendimento de saúde pública, como Inglaterra e Portugal, o modelo baseado em Saúde da Família é preconizado pelo Ministério da Saúde. O projeto em curso no Distrito Federal estima aumentar a cobertura de Atenção Primária com Estratégia Saúde da Família para 70% até a metade do ano que vem. Antes de iniciado o projeto, a cobertura de Atenção Primária no DF era de menos de 30%. Hoje, já está próxima de 50%, sendo que em algumas áreas mais carentes, como o Sol Nascente, já atingiu 100%.

Daniel Seabra detalhou na palestra o cenário da saúde em Brasília e por que a conversão que vem sendo feita na Atenção Primária é fundamental para solucionar os gargalos que hoje existem. O Distrito Federal tem hoje uma população de cerca de 3 milhões de habitantes. Acumula na saúde as responsabilidades de Estado e de município. Possui sete Regiões de Saúde com características diversas. É a unidade da Federação com a maior densidade demográfica. Tem ainda de se preocupar com a saúde do entorno, por estar inserida na Rede Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

Hoje, parte substancial dos casos de internação estão vinculados a problemas de agravamento de causas conhecidas como Condições Sensíveis à Atenção Primária, ou seja, doenças que se ocasionam da falta de melhor acompanhamento na atenção primária de situações crônicas: insuficiência cardíaca, angina, infecções do aparelho urinário, gastroenterites infecciosas e doenças cardiovasculares.

Apesar desse quadro, optou-se no DF por um modelo cuja porta de entrada na saúde pública era o pronto-socorro, gerando todas as distorções que hoje fazem com que as emergências dos hospitais fiquem lotadas. Levantamento feito mostrou que entre 65% a 80% dos pacientes que esperam nas emergências foram classificados como verde e azul. Ou seja: eram pacientes que poderiam ter sido atendidos e terem tido seus problemas resolvidos na Atenção Primária, numa Unidade Básica de Saúde.

“A falta de acompanhamento de uma Equipe de Saúde da Família resulta em uma probabilidade duas vezes maior de haver internação por conta do agravamento de doenças que poderiam ser sanadas”, explicou Daniel Seabra.

559 EQUIPES – Essas foram as razões que levaram a Secretaria de Saúde a adotar como seu projeto principal promover a conversão da Atenção Primária para Estratégia Saúde da Família. Até a metade do ano que vem, quando será atingida a cobertura de 70% de Atenção Primária, estarão criadas no Distrito Federal 559 Equipes de Saúde da Família. Será de longe o maior número de equipes da história do Distrito Federal.

Antes disso, o maior número de equipes era do governo Cristovam Buarque, quando houve o projeto Saúde em Casa. Depois disso, os números foram se reduzindo e chegou a haver um momento em que só existiam 24 equipes no DF. “Temos plena convicção de que a mudança do modelo resultará na promoção de uma verdadeira reforma sanitária no Distrito Federal, tornando muito melhor o atendimento em saúde pública de Brasília”, concluiu Daniel Seabra. 

Clique aqui para conhecer melhor o projeto de conversão da Atenção Primária em Estratégia Saúde da Família. 

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