Governo do Distrito Federal
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11/09/20 às 18h38 - Atualizado em 15/09/20 às 14h06

Aedes aegypti: os cuidados para o mosquito não nascer começam em casa

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Ações contra o mosquito são feitas diariamente em todo o DF, mas a população deve fazer sua parte

 

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

O período chuvoso está chegando e, junto com ele, a preocupação com o aumento do número de casos de dengue, chikungunya e zika no Distrito Federal. Embora todos dias os agentes de Vigilância Ambiental inspecionem residências e espaços públicos, em todo o DF, os cuidados começam dentro de casa e estendem-se às ruas.

 

O lixo mal acondicionado torna-se um criadouro ideal para o Aedes aegypti – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

O lixo acondicionado de forma incorreta, no período chuvoso, torna-se um criadouro para o mosquito Aedes aegypti. Uma simples tampa de garrafa jogada nas ruas, ou no quintal de casa, pode servir para a fêmea do mosquito depositar ovos. A Vigilância Ambiental alerta para os cuidados que cada um deve tomar para evitar o nascimento do mosquito.

 

“Estamos no período interepidêmico, que antecede as chuvas, por isso é necessário que redobremos a atenção e os cuidados com as propriedades e com a vizinhança, não joguemos Lixo, entulhos ou inservíveis na rua, em terrenos baldios, esquinas ou áreas verdes, para que a fêmea do Aedes aegypti não possa se aproveitar destes possíveis criadouros para depositar ovos”, alerta o gerente de campo de vetores e animais peçonhentos, da Vigilância Ambiental, Reginaldo Braga.

 

População deve fazer sua parte e não descartar lixo em locais inadequados – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

Embora o DF esteja há 117 dias sem chuva, os ovos do mosquito podem durar cerca de 575 dias esperando água para começar o ciclo de vida aquática gerando futuros mosquitos que poderão transmitir doenças.

 

Reginaldo chama atenção da população do DF para que os trabalhos da Vigilância Ambiental sejam feitos em conjunto. “Vamos combater este mal juntos, só assim poderemos vencer esta batalha cotidiana”.

 

Agentes da Vigilância Ambiental trabalham diariamente no combate ao mosquito Aedes aegypti – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

Cuidados em casa

 

Várias medidas devem ser tomadas em casa a fim de conter a proliferação do aedes. Para isso, a Agência Saúde DF preparou um check list com as orientações para manter o mosquito longe da residência. Veja quais são elas:

 

Dengue, Zika e Chikungunya

 

As três doenças são causadas pelo Aedes aegypti. Cada uma tem sua particularidade quanto aos sinais e sintomas. Fique atento a cada um deles:

 

Em caso de sintomas, o cidadão deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. No local, ele será atendido pela equipe de saúde da família que irá conduzir o caso clinicamente.

 

Febre Amarela

 

Das doenças provocadas pelo Aedes aegypti, a febre amarela é a única prevenível com vacina. É uma doença viral que no Distrito Federal está sob controle. No entanto, a cobertura vacinal em 2020 está baixa quando se comparada com 2019. O DF atingiu 90,5% de cobertura no ano passado e apenas 62,9% neste ano.

 

De acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, a cobertura vacinal da população é essencial para manter a doença longe do DF. A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as salas de vacina do DF.

 

Arte: Rafael Ottoni

O Distrito Federal não registrou casos da doença em 2019 e em 2020. Neste ano, foram notificados 16 casos suspeitos de residentes e não residentes do DF. Porém nenhum foi positivo para a doença. No entanto, em 2018, o DF teve dois casos confirmados. Por isso, a vacinação é a única proteção.

 

Casos de dengue, zika e chikungunya no DF

 

Até a semana epidemiológica 35 (com dados de 29/12/2019 a 29/08/2020), o DF registrou 44.523 casos de dengue. Os dados estão no Boletim Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria de Saúde. Ceilândia, Gama e Santa Maria lideram o ranking das Regiões Administrativas com mais casos da doença em 2020.

 

Em Ceilândia já foram registrados 4.998 casos prováveis de dengue. A região recebeu, nesta sexta-feira (11), ação do Sanear Dengue para combater a proliferação do mosquito. Durante os trabalhos, os servidores da Secretaria de Saúde, e de outros órgãos do GDF, vistoriaram 26.529 depósitos de água em residências, espaços públicos e pontos comerciais, como borracharias, floriculturas e ferros-velhos.

 

Fotos do Sanear Dengue em Ceilândia, nesta sexta-feira (11) – Foto: Divulgação/SES-DF

O Gama registrou 4.676 casos prováveis da doença. O Sanear Dengue esteve na região na última quinta-feira (10) e vistoriou 443 imóveis, sendo que 38 estavam fechados e inspecionou 1.254 depósitos de água.

 

Ação do Sanear Dengue no Gama encontrou muito lixo e depósitos de água em espaços públicos – Foto: Divulgação/SES-DF

Os demais dados estão disponíveis no informativo publicado no site da Secretaria de Saúde.

 

EDIÇÃO: MICHELLE PAIXÃO

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO