Governo do Distrito Federal
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21/05/13 às 20h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Atendimento a pacientes com lábio leporino é unificado no HRAN

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Consultas com vários especialistas no mesmo dia


Pacientes com fissura labiopalatal agora contam com assistência de especialistas no Serviço Multidisciplinar de Tratamento de Fissuras Labiopalatais, inaugurado nessa terça-feira (21), pelo governador Agnelo Queiroz, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

“A cada dia este hospital se firma com a oferta de serviços de excelência”, disse o governador ao destacar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento rápido do lábio leporino (fissura labial), que deve começar já nos primeiros meses de vida.

No novo serviço o paciente contará com consultas simultâneas, em um mesmo dia, com uma equipe de cirurgiões plásticos, otorrinolaringologistas, pediatra, nutricionista, psicóloga, enfermeira, ortodontistas, dentistas e assistente social.

As avaliações médicas serão realizadas às segundas-feiras, das 14h ás 18h enquanto as cirurgias serão às quartas-feiras, das 7h às 19h.

Há 20 anos o HRAN oferecia atendimento informal aos pacientes com fissuras labiopalatais e em março deste anos o serviço foi criado oficialmente. “Esta criação oficial nos possibilita realizar o trabalho de maneira integrada, o que facilita a vida do paciente”, afirma o cirurgião plástico Marconi Delmiro, coordenador do serviço.

No ano passado 200 crianças foram operadas e a meta para este ano é chegar a 300 cirurgias. De janeiro a maio 60 crianças foram operadas e continuam em tratamento. Semanalmente, de 30 a 35 crianças são atendidas no Ambulatório do HRAN.

“O dia de hoje marca mais uma etapa importante. Desde que assumimos a Secretaria, em 2011, vários pacientes de nossa cidade precisavam procurar o serviço fora do DF, a um custo altíssimo”, ressaltou o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

De acordo com o cirurgião plástico Marconi Delmiro, anualmente, no Brasil, nascem mais de quatro mil crianças portadoras de má formação congênita craniofacial, em que a fissura labiopalatal é a anomalia mais frequente. “Infelizmente pouco mais da metade consegue ser operada no momento adequado. Há anos buscamos minimizar a dor e o sofrimento dessas crianças, procurando oferecer uma melhor qualidade de vida”. Segundo o especialista, a incidência de fissuras labiopalatais está aumentando lentamente e uma das causas é o uso de drogas.