Governo do Distrito Federal
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17/06/20 às 11h32 - Atualizado em 17/06/20 às 11h33

Atendimentos odontológicos são mantidos durante a pandemia

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UBSs e hospitais continuam atendendo a população do Distrito Federal

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, os atendimentos odontológicos na rede pública de saúde do DF continuam ocorrendo. “Estamos atendendo pacientes tanto nos hospitais quanto nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, ressalta o dentista Eduardo Effori. A média de atendimentos realizados na rede antes do início da pandemia era de 19 mil consultas mensais na Atenção Primária (UBS). Agora os números caíram para uma média de seis mil. Isso porque os procedimentos odontológicos apresentam alto risco de contaminação por causa das gotículas de saliva expelidas com o uso de aerossol (o famoso motorzinho do dentista), o que reduziu a procura por consultas agendadas nas UBS. O que se manteve foi a procura por atendimentos de urgência, que inclusive aumentou em alguns locais, explica a gerente interina de Odontologia, Érika Maurienn.

 

Já na Atenção Secundária (Centros de Especialidades de Odontologia) e na Atenção Terciária (urgências e emergências, e procedimentos hospitalares no Centro Cirúrgico e UTI),a média era de dois mil atendimentos mensais e esse número se mantém aproximado durante a pandemia. Nas unidades que conseguiram manter os atendimentos odontológicos agendados, estão sendo adotadas as medidas de segurança frente ao Coronavírus recomendadas pela Anvisa e pelo CFO, esclarece Érika.

 

REGIÃO DE SAÚDE SUL – Apesar de a procura por atendimentos agendados ter diminuído na maioria das unidades básicas de saúde, na Região de Saúde Sul (Gama e Santa Maria), o número de atendimentos mensais se manteve, com cerca de dois mil atendimentos na Atenção Primária, e na Atenção Especializada (Secundária e Terciária), a maior cobertura em procedimentos.

 

Esse número pode ser explicado pelo fato de ter ocorrido uma reunião de alinhamento de ações com a participação da Gerência de Odontologia juntamente com Diretores tanto da atenção primária (Diraps) quanto da secundária (Dirase) e representantes das equipes de saúde bucal da Região. “Fizemos uma reunião com cirurgiões-dentistas e técnicos de higiene dental das unidades de saúde da região Sul, juntamente com Diraps e Dirase, para um planejamento estratégico de quais procedimentos fazer e como fazer nesse momento de crise”, explica Érika.

 

Eduardo Effori ressalta que o atendimento eletivo é de extrema importância, pois quando é realizado o tratamento odontológico no início, evita-se que o paciente tenha um agravamento da situação e chegue até a emergência. “Manter a assistência à saúde bucal na Atenção Primária é importante porque trabalha na prevenção e já trata o problema antes de ele piorar, como, por exemplo, a cárie, pode acabar evoluindo para uma extração de urgência caso não seja tratada logo no início. A atenção Primária reduz a procura pelos hospitais”, destaca.