Governo do Distrito Federal
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11/11/13 às 21h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Cai o número de óbitos por Aids no DF

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Testes rápidos facilitam o diagnóstico 

A Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) tem obtido muitas conquistas no enfrentamento do HIV/Aids ao longo dos anos. O surgimento dos antirretrovirais (o conhecido “coquetel”), que se incorporaram ao tratamento a partir de 1996, mudou drasticamente o cenário, principalmente no que se refere à mortalidade.

De acordo com o gerente da Gerência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (GEDST), Sérgio Dávila, a incorporação desses medicamentos reduziu as taxas de óbitos no DF. “A sua utilização no tratamento, oferecido pelos Serviços de Referência da SES-DF, reduziu a taxa de 11,6 mortes por 100 mil habitantes (em 1996) para 4,2 mortes por 100 mil habitantes em 2012”, afirma.

Os tratamentos disponíveis na SES-DF estão cada vez mais eficientes e garantindo qualidade de vida às pessoas que vivem com HIV/Aids. A oferta de testagem, principalmente com a utilização dos testes rápidos, aumenta a capacidade de realizar diagnóstico precoce, com menos prejuízo à saúde do portador do HIV ou do doente de Aids.

“No entanto, a Aids continua sendo uma doença grave e portanto devem ser mantidos e ampliados os esforços na redução de sua transmissão, pois ainda surgem por ano cerca de 500 casos novos no DF”, afirma o gerente da GEDST. Segundo dados da SES-DF, ainda morrem mais de 100 pessoas por ano em decorrência da Aids.

De acordo com Sérgio, para reduzir estes índices é preciso melhorar continuamente os serviços de saúde, ampliar a oferta de testagem para o HIV e o tratamento das outras doenças sexualmente transmissíveis na rede básica e distribuir preservativos masculinos e femininos para adoção de práticas sexuais mais seguras.

”Tudo isso devem ser mantido em nossa agenda de prioridades, mas algo ainda permanece e deve ser combatido: o preconceito em relação à Aids e à sexualidade humana, que leva à discriminação, pela sociedade em geral, de diversos segmentos da população, tais como homosexuais, usuários de drogas, profissionais do sexo e, principalmente, os que vivem com Aids, colocando-os numa permanente condição de vulnerabilidade que afeta a sua saúde e de toda a população”, explica.

Números

Dentre os casos de Aids diagnosticados no Brasil, o DF ocupa o 25º lugar dentre as capitais brasileiras, com um coeficiente de incidência média de 18 casos por 100.000 habitantes, nos últimos 5 anos. Desde a identificação do primeiro caso de aids, em 1985, até agosto de 2013, já foram notificados 8.803 casos da doença. Em 2012 a incidência foi de 19,9 casos por 100.000 habitantes, com 527 casos notificados.

No período de 2007 a 2012, em média, foram diagnosticados anualmente 110 casos de aids em pessoas residentes em outros estados brasileiros, principalmente do Estado de Goiás. Muitas destas pessoas acabam por receber tratamento no DF.

Por Frederico Prado, da Agência Saúde DF
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