Governo do Distrito Federal
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16/09/20 às 18h00 - Atualizado em 22/09/20 às 17h09

Cartilha informa população sobre os métodos contraceptivos

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Material foi elaborado pelos servidores da UBS 1 de Planaltina

 

JURANA LOPES

 

Com o objetivo de manter a população bem informada acerca dos vários métodos contraceptivos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os servidores da Unidade Básica de Saúde nº 1 de Planaltina criaram uma cartilha de informações abordando vários aspectos sobre o tema.

 

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A cartilha foi elaborada pela médica residente de Medicina da Família e Comunidade da UBS 1 de Planaltina, Ana Verônica de Sá Resende, e teve a supervisão de duas preceptoras, mas médicas Ilze Kaippert e Rebeca de Sousa Carvalho. A residente conta que criou o material pensando na importância e na necessidade, enquanto profissional de saúde, de ofertar ao paciente informações sobre seus direitos enquanto usuário do Sistema Único de Saúde.

 

“O acesso a essa informação, da disponibilidade dos métodos contraceptivos existentes no SUS, garante os direitos reprodutivos e sexuais de cada um, independente de etnia, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou classe social. E os resultados da implementação da cartilha poderão ser percebidos longitudinalmente, com o engajamento dos próprios profissionais de saúde da unidade e seu compromisso de utilizá-la quanto instrumento informativo e com a adesão dos próprios usuários, que poderão compartilhá-la em grupos de whatsapp, entre família e amigos”, afirma.

 

Prevenção

 

Métodos anticoncepcionais ou métodos contraceptivos são formas de evitar uma gravidez indesejada ou não planejada. Existem dois tipos de métodos: reversíveis ou definitivos. Os reversíveis dependem do comportamento da pessoa ou de mecanismos de barreira, dispositivos intrauterinos (colocados dentro do útero), hormonais e de emergência. Os definitivos dependem de cirurgia. Acontece por meio da esterilização cirúrgica, pela laqueadura tubária ou vasectomia.

 

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A eficácia de um método contraceptivo, ou seja, a capacidade de ele impedir uma gravidez não planejada ou não desejada pode ser medida pelo Índice de Pearl. Esse índice apresenta uma taxa baseada que é calculada pelo número de pessoas que engravidaram usando método anticoncepcional mostrado na tabela (ilustração abaixo). Essa taxa do Índice de Pearl mostra quantas pessoas engravidaram usando o método indicado na tabela durante 1 ano, dentro de um grupo de 100 pessoas.

 

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Os anticoncepcionais são divididos em: Muito Efetivos, Efetivos, Moderadamente Efetivos e Pouco Efetivos. Os Muito Efetivos são os que mais evitam uma gravidez enquanto os Pouco Efetivos são os que menos evitam. Para entender melhor a tabela, seguem dois exemplos. O índice de Pearl da laqueadura tubária (“Esterilização feminina” na tabela) é de 0,5. Isso quer dizer que apenas 0,5 engravidaram entre 100 pessoas que usaram este método ao longo de 1 ano, ou seja, menos de 1 pessoa entre 100 engravidou com a laqueadura.

 

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O DIU de cobre tem índice de Pearl muito semelhante ao de laqueadura quando usado da forma correta, com taxa de 0,6. A diferença dele para a laqueadura é que o DIU é um método reversível, ou seja, não é definitivo e pode ser removido quando quiser.

 

Outros métodos

 

Dentro da cartilha há informações detalhadas acerca dos dois tipos de preservativos, o peniano e vaginal, mais conhecidos como camisinha interna e externa.

Além disso, também possui todas as informações acerca das pílulas orais, que são divididas entre: pílulas combinadas; de emergência ou mais conhecida como “pílula do dia seguinte”; minipílula e; anticoncepcionais injetáveis mensais e trimestrais.

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O DIU é um suporte de plástico coberto com faixas de cobre, que é inserido dentro do útero. Causa reações locais que impedem a fertilização, ou seja, o encontro do espermatozóide com o óvulo, e a implantação do embrião no útero. Não é um método abortivo. Não contém hormônios.

 

Pode ser colocado em qualquer momento do ciclo menstrual, desde que não haja gravidez. É preciso fazer uma ultrassonografia transvaginal um mês depois de colocá-lo para avaliar a posição do DIU, época em que há maior risco de o corpo expulsar o dispositivo. O DIU é um método reversível.

 

Há também os métodos de esterilização, sendo para as mulheres a laqueadura tubária e para os homens a vasectomia.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO