Governo do Distrito Federal
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16/01/17 às 13h41 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Casos de dengue reduzem quase 100% na primeira semana do ano

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Foram apenas 14 notificações da doença até agora, contra 562 no mesmo período de 2016

BRASÍLIA (16/1/17) – A primeira semana epidemiológica de 2017 revelou uma queda substancial nos casos de dengue no Distrito Federal. De acordo com o boletim da Secretaria de Saúde, foram registrados apenas 13 casos prováveis da doença em residentes na capital federal, enquanto no mesmo período de 2016 o quantitativo já chegava a 487. A redução é de 97,33%.

Já o quantitativo de casos atendidos no DF, oriundos de outras unidades da federação, caiu 97,30%. Na primeira semana de 2016, foram 74 registros de casos prováveis, enquanto no mesmo período deste ano foram apenas dois. Não houve registro de casos graves e óbitos por dengue na primeira semana epidemiológica de 2016, nem 2017.

De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da Subsecretaria de Vigilância à Sanitária (SVS), Divino Valero Martins, vários fatores levaram a diminuição da infestação do mosquito da dengue.

“Sabemos que o nível pluviométrico caiu e intensificamos as atividades de prevenção e controle desde setembro do ano passado. Outro ponto é que a população vem colaborando. Com isso, estamos mantendo em nível de tolerância epidemiológica o Aedes Aegypti, ou seja, o índice de infestação está menor do que o previsto pelo Plano Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde”, disse.

Apesar de os dados serem positivos, Divino alerta que é necessário se preparar para a chegada da chuva, quando ovos que já foram depositados e resistiram ao período da seca podem eclodir.

“Os ovos podem durar até 450 dias, ou seja, aqueles que são depositados em bordas de depósitos de água eclodem e levam, em média, 10 dias para se transformar em mosquito adulto e recomeçar o ciclo. Por isso, a dica para a população é não deixar de vistoriar a casa e eliminar possíveis criadouros”, finalizou.

Neste ano, as regiões administrativas com maior número de casos foram Taguatinga (2) e Sobradinho II (2). Em 2016, as maiores taxas foram em Brazlândia, São Sebastião, Itapoã e Estrutural, as quais em algum momento registraram incidência mensal superior a 300 casos/100 mil habitantes, portanto, demonstraram situação de epidemia.

Não foram registrados casos de febre de Chikungunya e doença aguda pelo vírus Zika na primeira semana epidemiológica de 2017.

AJUDE A COMBATER A DENGUE – A população pode ajudar a eliminar o Aedes Aegypti. Em caso de identificação de focos, os moradores podem acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 para que as equipes intensifiquem o trabalho no local.

Além disso, é necessário fazer vistorias em casa: manter caixas, tonéis e barris de água com tampa; fechar bem os sacos plásticos com lixo; manter garrafas de vidro ou plástico sempre com a boca para baixo e encher os pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda. Também é preciso limpar as calhas com frequência, evitando que galhos e folhas possam impedir a passagem da água.

BALANÇO – Ao longo de 2016, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES) registrou, 24.019 casos suspeitos de dengue, dos quais 21.529 (90%) são de residentes do Distrito Federal e 2.490 (10%) de outras Unidades Federativas (UF's).