Governo do Distrito Federal
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24/02/17 às 12h27 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Coletivo de blocos da Saúde Mental do DF leva alegria a Taguatinga

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Carnaval antecipado reuniu profissionais da saúde, pacientes e familiares 

BRASÍLIA (24/2/17) – Fantasias coloridas e com muito brilho, marchinhas de carnaval e muitos foliões com um único objetivo: celebrar a alegria. Este foi o clima do primeiro coletivo de Blocos da Saúde Mental do Distrito Federal, intitulado “Amai-vos Uns Aos Loucos”. O carnaval antecipado, que aconteceu nesta quinta-feira (23), foi uma iniciativa do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em parceria com o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPs) de Taguatinga.

A concentração foi no HSVP e, de lá, os foliões seguiram animados em direção ao CAPS de Taguatinga, aonde a festa continuou com música, lanches e dança.

Segundo Vanessa Luiz, diretora-geral do HSVP, o principal foco da celebração é mostrar que o preconceito serve apenas para segregar pessoas que, no momento, precisam de apoio e acolhimento.

“O Carnaval é uma festa de todos, onde as diferenças desaparecem. Para aproveitar essa oportunidade, resolvemos realizar essa festa para unir ainda mais os pacientes e nosso quadro de servidores, além de expor para a comunidade que doenças da saúde mental tem tratamento e quem as tem não devem ser isoladas do convívio em sociedade”, ressalta.

A psicóloga e chefe do Núcleo de Atividades Terapêuticas, Mariana Rabelo, explica que, para os pacientes, o significado da celebração de uma festa popular como o Carnaval é de ressocialização. “Queremos que eles se sintam integrados, pois, normalmente, são pessoas que se isolam e ficam muito reservadas, mas dá para perceber que eles se soltaram e estão participando ativamente”.

REALIDADE – O paciente Rodrigo Machado, de 31 anos, está internado há dois meses no HSVP. Ele conta que ajudou a confeccionar as fantasias dos colegas de internação.

“Estou muito feliz de estar aqui hoje, porque nem sempre dá para ser feliz num hospital, mas essa festa é a demonstração de que somos todos uma única família”, revelou Rodrigo.

Carla Ferreira, de 38 anos, também é paciente e diz que recebe tratamento na unidade desde 2013. Durante esse período, ela já foi internada sete vezes. Ela destaca que apesar de nunca ter pulado Carnaval, achou a festa muito alegre e acolhedora.

“É tão bom ver todos comemorando juntos. Em ocasiões assim, a alegria é contagiante e podemos perceber que quando há união, as diferenças se tornam irrelevantes”.

Confira as fotos aqui.