Governo do Distrito Federal
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17/03/14 às 14h12 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

SES/DF orienta quanto aos cuidados com material de manicure e os riscos à saúde

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É importante que as mulheres tenham o cuidado de evitar utilizar os produtos de forma coletiva

Não há mulher que resista a uma unha bem cuidada. As atrações dos esmaltes são variadas e estimulantes, existem para todos os gostos e estilos cujas, texturas vão dos metalizados, foscos, com glitter, perfumados ou até em efeito 3D. No universo feminino “fazer as unhas” é um item obrigatório, mas o que não se pode esquecer é que o uso coletivo dos utensílios de manicure em salões de beleza pode trazer sérios riscos à saúde uma vez que os estabelecimentos são locais que podem ser propícios para proliferação de bactérias, vírus e fungos.

Segundo a dermatologista, Fernanda Nóbrega, que atende na Policlínica II do Gama, é importante que as mulheres tenham o cuidado de evitar utilizar os produtos de forma coletiva, “Assim como o alicate, a toalhinha, a tesoura, espátula, palito e lixas, o esmalte também deve ser de uso individualizado não sendo recomendado o seu compartilhamento”.

A universitária Karen Keith Rodrigues tem consciência de todos os riscos, mas reconhece que o comodismo fala mais alto e ela não se preocupa em levar para o salão de beleza um kit de manicure para o seu uso exclusivo. “Devido à falta de tempo, eu tenho o hábito de fazer a unha de 15 em 15 dias, mas já teve época que eu fazia toda semana. Como já tem mais de um ano que eu procuro o mesmo salão, não me preocupo muito com isso. Sei que preciso ser mais cuidadosa para evitar contrair doenças como o HIV ou a hepatite”, avaliou a estudante.

“As mulheres devem ficar atentas quanto à higiene do estabelecimento. Materiais de uso coletivo, que não são descartáveis e não esterilizados podem acarretar a transmissão de doenças infecto-contagiosas como a Hepatite C, o HIV, entre outras. Também pode possibilitar a ocorrência de infecções fúngicas como as onicomicose e tinea pedis que é uma micose mais comumente chamada de “pé de atleta”. A dermotologista alerta que a melhor maneira de evitar a transmissão dessas doenças é tendo o seu próprio material.

A servidora pública Renilda Cipriano disse que possui todo o material de manicure e que tem o hábito de fazer as unhas em casa. Mas quando vai ao salão de beleza utiliza somente as ferramentas do estabelecimento. “Como conheço as pessoas do salão de beleza e vejo a higiene de local, eu acabo confiando que não há riscos no procedimento, mesmo ciente dos perigos. É um hábito difícil de mudar”, concluiu.

Sem descuidar da beleza, a farmacêutica Luciene de Melo relata que sempre que vai à manicure leva consigo um kit de material que inclui até o esmalte, “Eu tenho muito cuidado, nem uso o recipiente com a água para deixar a unhas de molho uma vez que nele também pode conter fungos. Eu prefiro usar somente um creme hidratante para as cutículas ”.

Riscos

Um pequeno corte enquanto se tira a cutícula com o alicate pode expor uma pessoa aos vírus da AIDS e da HEPATITE C, que são transmitidos por meio do sangue contaminado. No caso dos esmaltes, quando a manicure ao retirar a cutícula pode ferir o local ocorrendo sangramento e ao passar o pincel sobre a cutícula e a unha, contamina o pincel com o sangue que ao ser levado para dentro de frasco armazena o vírus. Já as micoses também podem ser transmitidas por meio dos cortadores de unha, das toalhas, das espátulas, alicates e lixas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a transmissão dessas doenças, é causada por procedimentos de manicure ou higiene feitos incorretamente. A SBD recomenda que os profissionais que cuidam das unhas deveriam ser capacitados por dermatologistas, para realizar seu trabalho com maior cuidado técnico evitando problemas futuros com suas clientes.

Testes rápidos e consulta

Em todas as unidades básicas de saúde da SES são disponibilizados testes rápidos para HIV e hepatite. Já as consultas para a especialidade de dermatologia são solicitadas nas unidades básicas de saúde com o encaminhamento médico da rede pública através do sistema de regulação de consultas ambulatoriais (SISREG) onde são agendadas para uma unidade de saúde que tenha o serviço independente do local onde o usuário resida no Distrito Federal.

 

Por Eliane Simeão, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
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