Governo do Distrito Federal
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30/01/14 às 15h37 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Consultório de baixo risco do HRG já atendeu mais de 2,7 mil crianças

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Funcionando há 90 dia, funciona no ambulatório, de segunda-feira à sexta-feira

O consultório do baixo risco de pediatria do HRG foi aberto no dia 29 de outubro do ano passado e atendeu, até o final de dezembro, 2.183 crianças. De primeiro de janeiro deste ano até o dia 29, o consultório já contabilizou 584 atendimentos, somando em 90 dias da abertura do serviço, 2.769 consultas. O baixo risco da Pediatria funciona no ambulatório do hospital de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com um pediatra por turno.

Chefe da unidade de pediatria, o médico Marcelo Feitoza relata que o consultório de baixo risco possibilitou que os pediatras que atendem no pronto-socorro pudessem melhorar a assistência às crianças mais graves.

“A emergência do pronto-socorro infantil atendia a uma demanda que estava acima da sua capacidade, sendo que o percentual de casos de pequena complexidade chegava, em média, a 75% do atendimento. Tanto a equipe médica quanto a equipe da enfermagem sofriam com a forte pressão ocasionada pela sobrecarga dos serviços. Agora conseguimos fazer o nosso trabalho, que é dar toda assistência necessária às crianças com quadro clínico de emergência e urgência e melhoramos os nossos processos de trabalho”.

Maria Senhora Conceição dos Santos, que reside em Boa Vista, município do Novo Gama, relata que a filha Nicole, de um ano de idade, está com febre e dor de garganta, mas como sabe que não há pediatra no posto de saúde da cidade, recorre sempre ao HRG para atendimento da filha. “Nem procuro mais o posto de saúde próximo à minha casa. Quando os meus filhos ficam doentes eu venho direto para o HRG por que eu sei que eles serão atendidos”, afirmou.

A pediatra do consultório de baixo risco, Cíntia Nishitani avalia que 80% dos atendimentos realizados por ela são de crianças que residem nas cidades do Goiás e até de outros estados do país, “os casos clínicos que chegam são simples, vai de troca de receita à solicitação de pedido ou avaliação de resultados de exames, além de outras situações que poderiam ser atendidas em uma unidade de saúde próxima a casa do cidadão”.

Preocupada com um sangramento vaginal na filha de oito dias de vida, a estudante Angela Rocha Pereira procurou o pronto-socorro infantil onde foi encaminhada ao consultório. A pediatra informou que o caso não era grave. “A médica examinou minha filha, disse que o sangramento era normal devido a questões hormonais. Eu moro no Jardim Serra Dourada, município de Santo Antonio do Descoberto- Goiás. Lá não tem pediatra, então sempre que for preciso vou procurar o Hospital do Gama”.

O diretor do HRG, João Monteiro Tajra, avalia que a grande demanda dos casos de menor complexidade na emergência Pediátrica se deve à falta de estrutura em saúde voltada para atenção básica nessas regiões. “Sem profissionais de saúde especializados, a população dessas localidades tendem a procurar os serviços do Distrito Federal que são mais estruturados e organizados”.

Por Eliane Simeão, da Agência Saúde DF
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