Governo do Distrito Federal
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11/12/13 às 18h51 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Consultório de baixo risco infantil do HRG atendeu 800 crianças em 40 dias

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Serviço foi implantado para desafogar o pronto-socorro


O consultório de baixo risco pediátrico do Hospital Regional do Gama registrou mais de 800 atendimentos nos primeiros 40 dias de funcionamento. O serviço, instalado no ambulatório do HRG, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, foi criado com o objetivo de melhorar a assistência às crianças em estado grave, além de tornar mais ágil o tempo de espera dos casos menos graves.

Marcelo Sousa, chefe da unidade de pediatria, considera que 75% dos atendimentos que sobrecarregavam o pronto-socorro infantil eram casos de menor gravidade. “O HRG atende a uma demanda que está acima da capacidade dos pediatras. A situação ocorre porque muitos usuários são moradores da região metropolitana do Distrito Federal e também da falta de médicos nessa região e aí os casos simples que poderiam ser atendidos em unidades básicas superlotam o pronto-socorro infantil. Com o consultório de baixo risco, melhoramos a assistência às crianças mais graves e a qualidade nos nossos processos de trabalho”, ele informou.

Moradora de Luziânia, a auxiliar de serviços gerais, Sílvia Silva Gama, informa que o filho Kawan Kewsson Silva de 08 anos, está há mais de cinco dias doente. “Ele não se alimenta, tem febre, dores no corpo, procurei atendimento na minha cidade, mas como não tinha pediatra no hospital recorri ao HRG. Ele foi classificado como verde, que é de pouco risco, mas mesmo assim consegui que ele fosse atendido e medicado”, disse.

Cansada de peregrinar no Novo Gama na busca de atendimento médico para a filha Júlia Beatriz, a dona de casa Tatiane Vilanova relata que o atendimento no consultório foi rápido. “Cheguei cedo, passei pela triagem onde a enfermeira me esclareceu que a minha filha não era caso de gravidade. A menina foi atendida, estou mais tranqüila”, disse Tatiane.

A enfermeira da classificação do risco do pronto-socorro infantil, Tamine Faria, avalia que o trabalho da equipe de enfermagem melhorou em 100%. ”Sofríamos com a pressão em decorrência da grande demanda de casos de baixo risco que se aglomeravam na recepção e com a abertura do consultório reduzimos o estresse, hoje conseguimos trabalhar com foco nas urgências e emergências”.

O pronto-socorro infantil do HRG atende por classificação de risco com base no Protocolo de Manchester, onde a criança não é atendida por ordem de chegada, mas de acordo com o risco ou gravidade apresentada ao fazer a triagem. Crianças que recebem as cores vermelhas e laranjas indicam casos mais graves. As classificadas como amarelas poderão esperar até 60 minutos, já as crianças que recebem cores verdes ou azuis são considerados sem gravidade.

A emergência de pediatria além de atender moradores do Gama, presta assistência para Santa Maria, 25 cidades de Goiás, cinco de Minas Gerais e quatro da Bahia. De janeiro a outubro deste ano o PSI já realizou mais de 51 mil atendimentos.

Por Eliane Simeão, da Agência Saúde DF
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