Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
25/09/18 às 12h15 - Atualizado em 29/10/20 às 15h18

Controle dos vetores da doença de chagas

 

Controle dos vetores da doença de chagas

 

Imprima a Carta de Serviço

 

A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) atua com medidas de Vigilância e Controle dos barbeiros, com ações consideradas importantes para a redução e supressão do contato do homem com ele. O objetivo é controlar o processo de infestação e/ou de reinfestação domiciliar, para interromper a transmissão vetorial da doença.

 

Os insetos suspeitos de serem barbeiros são notificados por meio da Vigilância Passiva, por moradores, que os enviam para confirmação, se são ou não barbeiros. O fluxo estabelecido é: a população vê um inseto suspeito em sua casa, o encaminha, em recipiente vedado, por meio dos Postos de Identificação de Triatomíneos – PIT/Núcleos Regionais/Agentes e a amostra seguirá ao laboratório para identificação. Se for confirmado o barbeiro, o agente agendará uma visita/inspeção na casa do morador e, se necessário, aplicará as mediadas de indicadas para o controle.

 

Os PIT são os pontos de entrega dos insetos suspeitos, localizados na área urbana em quinze (15) postos, localizados nos Núcleos Regionais da Vigilância Ambiental em Saúde (Regiões Administrativas) e nas áreas rurais – em sessenta e sete (67) postos, dentre eles: escolas, postos de saúde e ou outras entidades públicas.

A Dival conta com equipe técnica qualificada e laboratório próprio para coletar, identificar e examinar os barbeiros quanto ao parasito T. cruzi. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto feriados e finais de semana.

 

Para o atendimento do morador será necessário que ele entregue o exemplar do inseto suspeito, para análise laboratorial e emissão do resultado. Não será aceita a notificação por meio de fotos, mensagens da rede social ou contato telefônico. A identificação e exames exigem a visualização do inseto com equipamentos de microscopia.

 

CARACTERÍSTICAS DO VETOR

A maioria dos insetos suspeitos enviados ao laboratório são Hemípteros (hemi, meio – ptera, asas), mais conhecidos como percevejos, com aparelho bucal do tipo picador – sugador. Entre eles têm os que se alimentam de sangue – Hematófagos (importantes para saúde pública), os que se alimentam de outros insetos, os predadores (família Reduviidae) e os que se alimentam de seiva vegetal – os fitófagos (de diversas outras famílias).

 

Os barbeiros são Hemípteros hematófagos pertencentes a subfamília Triatominae, por isso são conhecidos como Triatomíneos. Se alimentam do sangue de várias fontes de animais vertebrados.

 

Estudos mostram, que no DF, os barbeiros aparecem mais nos domicílios na época chuvosa, principalmente a espécie Panstrongylus megistus, duas vezes mais que no período seco, com predominância no mês de novembro.

 

São naturais das matas do Cerrado (chapadões recobertos por cerrados e penetrados por florestas-galerias), onde se procriam e se escondem em palmeiras, tocas de animais, embaixo de pedras, cascas de troncos de árvores e ninhos de pássaros.

 

A Doença de Chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário (parasito), o Trypanosoma cruzi, transmitido pelas fezes/urina do vetor, o inseto triatomíneo (barbeiro), quando defeca na pele de pessoas e/ou animais silvestres (mamíferos, aves, anfíbios e répteis) ao se alimentar de sangue. Existem outras formas de transmissão humana desse parasito: transfusão sanguínea, transmissão materna, transplantes de órgãos, oral (alimentos contaminados) e acidental (laboratório e acampamentos em matas).

 

 

PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO NA CAPTURA DO INSETO SUSPEITO

Importante destacar que, na dúvida do tipo de inseto que encontrou na sua casa, às vezes confundido com uma barata, não o mate, se proteja, pegue-o, não coloque em álcool e o traga para nós.

 

Quando for capturar o inseto, cuidado para não o esmagar, apertar, bater ou danificá-lo. Não deverá tocar diretamente nele, sem antes enluvar bem as mãos, com saco plástico ou similar, e ou acondicioná-lo diretamente, em recipientes, bem fechados, para evitar sua fuga.

 

O recipiente deverá conter as seguintes informações: [a] data em que o inseto foi coletado, [b] endereço completo da casa que foi coletado, [c] local de captura (dentro de casa ou no quintal), [d] telefone para contato e nome do responsável. Se tiverem mais de dois (2) insetos coletados na casa, achados em locais diferentes, dentro de casa e outro fora de casa (quintal), deverão ser acondicionados em recipientes separados, com indicação no rótulo do local onde foi capturado.

 

RECOMENDAÇÕES

  • Os locais, no domicílio, como potenciais esconderijos de barbeiros, buracos e frestas deverão ser tampados e vedados, vistoriados atrás dos quadros de parede, embaixo de colchões e travesseiros, evitar guardar entulhos (caixas, restos de obras, roupas, sacos de alimentos no chão, entre outros), encostados e armazenados dentro de casa, sacadas e varandas;
  • Os quintais devem ser limpos, sem entulhos (telhas, montes de madeiras e outros materiais de construção), criações de animais (galinheiros, chiqueiros, apriscos, entre outros) construídas longes da casa e suas estruturas bem conservadas (sem frestas);
  • As frutas, legumes, bem como utensílios e outros objetos trazidos de passeios em chácaras e fazendas devem ser bem vistoriados;
  • Se possível, fechar a noite, os locais da casa que permitam a entrada de insetos (portas e janelas), proteger as janelas com telas mosquiteiros, utilizar protetores de porta contra insetos, para não passar barbeiros e outros insetos/animais indesejados;

 

Formas de prestação do serviço

Ouvidoria Saúde: 160 ou 2017-1344
Internet – www.saude.df.gov.br
Endereço presencial: AENW trecho 2 lote 4 –  Noroeste (ao lado do Hospital da Criança)

 

Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde

 

Postos de Identificação de Triatomíneos