Governo do Distrito Federal
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11/09/17 às 11h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Curso em enfermagem da Escs alcança nota máxima no Enade

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Escola aplica metodologia ativa, onde estudantes atuam diretamente na rede pública

BRASÍLIA (11/9/17) – Quando ainda estudante de enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), Thais Cassis se deparou pela primeira vez com um paciente vítima de parada cardíaca, sob seus cuidados. Passado o impacto inicial, ela tratou de executar os procedimentos de reanimação aprendidos nas aulas teóricas e práticas e, ao final do atendimento, decidiu, em um processo de reflexão pessoal e autocrítica, se “preparar cada vez melhor” para enfrentar situações semelhantes à que acabara de vivenciar.

O cenário real enfrentado por Thais, agora recém-formada, faz parte do sistema de aprendizagem aplicado no curso de enfermagem da Escs – a metodologia ativa, onde os alunos acumulam conhecimentos diretamente no ambiente profissional, no caso, os hospitais e unidades de saúde da Secretaria de Saúde do DF, enfrentando os problemas do cotidiano da rede pública desde o primeiro ano.

A junção entre teoria, prática e a prestação de serviços junto ao sistema de saúde local garantiu ao curso de graduação em enfermagem da Escs o conceito 5 (máximo) no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2016. “Atribuo grande parte do mérito dessa conquista ao corpo docente, que age de forma compromissada e defende de modo convicto os princípios do SUS [Sistema Único de Saúde]”, avalia a diretora da instituição, Marize Biazotto.

São 93 professores, sendo 48 especialistas, 39 mestres e 6 doutores, que atuam como tutores junto aos 307 alunos da instituição, incentivando a sua autonomia – um dos pilares do curso. “Eles são os responsáveis pela própria aprendizagem, e devem buscar o próprio conhecimento de forma autônoma. O docente apenas orienta e conduz esse processo de busca”, explica a professora Adriana Magalhães.

DIFERENÇAS – “Essa metodologia é o diferencial e uma das grandes responsáveis pela obtenção da nota 5 no Enade. Ela faz com que cada um de nós vá além dos próprios limites, ainda mais porque atuamos diretamente na realidade dos hospitais. Não é um ambiente controlado, onde as coisas podem ser resolvidas sem maiores consequências”, reflete a agora enfermeira Thais Cassis, “completamente preparada para entrar no mercado. “

A estudante do 2º ano do curso de enfermagem Amanda Almeida de Souza vê o método da Escs como um “choque de realidade, onde você se torna responsável pelo próprio conhecimento, ao contrário da metodologia tradicional, na qual o professor se responsabiliza pelo aprendizado”. O resultado, acredita, “é que não vejo em colegas de outras faculdades o mesmo domínio que temos para resolver os problemas. “

“É claro que o aluno não está desamparado nesse processo. O professor é um facilitador, um guia que leva o estudante a participar da própria aprendizagem de forma crítica e reflexiva. Ao enfrentar as situações do dia-a-dia da rede pública de saúde, ele vai identificar as suas fragilidades diante dos problemas e buscar os pertinentes conhecimentos para superá-las, sempre com o nosso apoio”, explica Rinaldo Neves, professor do curso.

Ainda sob efeito da conquista do grau máximo no Enade, alunos e professores da Escs não demonstram qualquer sinal de acomodação com o feito. “Para os estudantes, foi uma motivação, pois o que a gente passa no curso, atuando diretamente no próprio sistema de saúde, não é fácil. Se você for reprovado em um ano, tem que repetir tudo de novo e não somente uma matéria específica. Mas isso nos faz pessoas e profissionais melhores”, reflete Amanda.

Para o professor Rinaldo, a conquista da nota 5 foi um reconhecimento ao alto nível alcançado pelo curso de enfermagem. “Mas estamos sempre querendo avançar, principalmente com a melhoria da infraestrutura, que ainda deve ser substancialmente aperfeiçoada, tanto em relação aos laboratórios quanto às próprias salas de aula”. No entanto, como a afirmar os motivos do padrão de ensino alcançado na Escs, sintetiza: “não são paredes, nem salas, nem tecnologias que fazem uma grande escola, mas o compromisso de todos com o conhecimento.