Governo do Distrito Federal
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19/08/13 às 23h08 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

DF está perto de superar ranking internacional de transplantes

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De janeiro a junho foram realizados 289 procedimentos

Depois de conquistar o primeiro lugar no Brasil em captação de órgãos – com 32,7 doadores por milhão de habitantes -, o Distrito Federal está perto de alcançar patamares de países de desenvolvidos, conforme levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

A Espanha é o país com a melhor proporção de doadores de órgãos do mundo: 35 pessoas por milhão de habitantes. Índice que o DF está muito perto de alcançar. “Isso vai ocorrer em pouquíssimo tempo”, diz o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

Para o secretário, o resultado atual é um forte indicador de que a rede pública de saúde oferece serviços de qualidade. “Os transplantes são procedimentos de alta complexidade, que só são feitos onde os demais serviços funcionam. E mais: o alto número de doadores está diretamente ligado à confiança das pessoas no sistema. Pesquisas mostram que a solidariedade da família em doar o orgão de um parente está relacionada à forma como foi tratada nos hospitais”, explica.

Números
De janeiro a junho de 2013 foram realizados 289 transplantes no Distrito Federal. Desses, 184 de córnea, 64 de rim, 24 de fígado, 17 de coração e 4 de medula óssea. Com esses números, o DF já é primeiro lugar no Brasil em transplantes de coração e córneas. Liderança já registrada em estatísticas anteriores. A novidade está na lista de cirurgias de fígado e rim, em que o Distrito Federal aparece, respectivamente, em segundo e terceiro lugares na classificação nacional. Em ambos os casos, houve o avanço de uma colocação no ranking.

A melhoria no setor está relacionada aos investimentos feitos pelo Governo do Distrito Federal nos últimos dois anos e oito meses. Pra se ter uma ideia, até 2010, a média de transplantes não chegava a metade do que é feito atualmente. O número de doadores por milhão de habitantes não passava de 10. De lá pra cá, foram ampliadas as equipes de captação; foram disponibilizados leitos exclusivos para manutenção de propensos doadores; e os hospitais daqui receberam credenciamento de novos tipos de transplantes. “Estávamos descredenciados para transplante de fígado, por exemplo. Em coração, ocupávamos o sexto lugar no Brasil. Hoje já estamos iniciando, inclusive, as cirurgias de outros órgãos como o pulmão”, acrescenta a coordenadora da Central de Transplantes, Daniela Salomão.

Ainda, de acordo com a coordenadora, o aumento na captação de doadores, se deve a maior eficácia na manutenção dos pacientes em morte cerebral e pela melhoria na comunicação de potenciais doadores atendidos nos pronto-socorros e nas UTIs.