Governo do Distrito Federal
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9/11/18 às 8h15 - Atualizado em 9/11/18 às 9h06

DF realiza mais de 32 mil testes da orelhinha por ano

 

Mais de 32 mil testes da orelhinha são realizados, anualmente, nas maternidades públicas do Distrito Federal. O exame diagnostica a perda auditiva em bebês até 90 dias após o nascimento.

 

Em alusão ao 10 de novembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a Responsável Técnica Distrital da Secretaria de Saúde, Juliana de Vasconcellos Thomas, explica a importância da avaliação: “A surdez tem várias causas e o diagnóstico depende de diversos exames para identificar onde está o problema. Um dos exames é o teste da orelhinha, que pode identificar problemas na audição logo no início da vida”.

 

Segundo Juliana, o sistema auditivo inclui orelha externa e interna, e canal auditivo, que chega ao cérebro. Uma doença que afete qualquer um desses componentes pode causar a deficiência auditiva completa, bilateral ou unilateral.

 

As causas são diversas e incluem malformação da parte nervosa, do cérebro, da orelha externa e da interna, bem como doença neurológica, prematuridade e infecção congênita.

 

IMPORTÂNCIA – “O teste da orelhinha é indolor, feito com um aparelho introduzido na abertura da orelha. Ele emite um som e a resposta do ouvido médio é captada pelo próprio equipamento, gerando um resultado numérico”, esclarece a profissional.

 

Dependendo do resultado, esclarece Juliana, é necessário fazer mais exames para confirmar ou excluir a existência de surdez. Assim, a criança é encaminhada para o serviço especializado da Secretaria de Saúde, que, hoje, funciona no Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL) e no Hospital Universitário de Brasília (HUB).

 

Apesar de ser um exame importante, o teste da orelhinha não diagnostica todas as formas de deficiência auditiva, principalmente, as de causas centrais nervosas.

 

ACOMPANHAMENTO – Por isso, os adultos também precisam ficar atentos no decorrer do desenvolvimento da criança. “Sempre temos de pensar se há surdez em crianças quando há problemas na fala. É necessário investigar se há má formação no sistema auditivo”, esclarece.

 

Ocorre que o tratamento da surdez depende da causa. Muitas vezes, os profissionais indicam aparelhos auditivos que amplificam as ondas sonoras, de forma que uma pessoa com perda de audição possa ouvir os sons do ambiente.

 

Para situações em que a surdez é severa, é indicado o acompanhamento especializado, facilitando a adaptação do paciente à sociedade.

 

Ailane Silva, da Agência Silva

Foto: Divulgação/Senado Federal