Governo do Distrito Federal
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6/03/18 às 11h08 - Atualizado em 9/03/18 às 17h31

Doenças Não Transmissíveis

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Doenças Não Transmissíveis

O chamado “estilo de vida moderno”, a que todos estão sujeitos, é o grande fator de risco á saúde. Os hábitos alimentares inadequados, o sedentarismo e o tabagismo compõem as principais causas para o desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis. Embora o grupo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) seja muito abrangente, as doenças cardiovasculares (doenças isquêmicas do coração, doenças cérebros-vasculares e hipertensão), as chamadas crônico-degenerativas (câncer, diabetes, doenças renais e reumáticas, etc.), os agravos decorrentes das causas externas (acidentes, violências e envenenamentos) e os transtornos de natureza mental são reconhecidos como os mais prevalentes no Brasil, contribuindo sobremaneira na carga global de doenças do país.

 

Prevenção e Controle das Doenças não Transmissíveis no Brasil

 

Doenças Crônicas

As doenças crônicas compõem o conjunto de condições crônicas, que em geral, estão relacionadas a causas múltiplas, sendo caracterizadas por início gradual, de prognóstico usualmente incerto, com longa ou indefinida duração, apresentando curso clínico que muda ao longo do tempo, com possíveis períodos de agudização, que podem gerar incapacidades. No cenário nacional, as doenças cardiovasculares, que têm a hipertensão e diabetes como um importante fator de risco para seu desenvolvimento, representam a principal causa de mortalidade no país (OPAS, 2010). 

 

Além da mortalidade, as doenças crônicas apresentam forte carga de morbidades relacionadas, pois são responsáveis por um número expressivo de internações e também estão entre as principais causas de amputações e de perdas de mobilidade e de outras funções neurológicas, o que leva a perda significativa da qualidade de vida, aprofundando-se à medida que a doença se agrava. Diante da relevância das doenças crônicas, em 2011, o Brasil elaborou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que tem como objetivo promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção, o controle e o cuidado das DCNT e seus fatores de risco. Para tanto, foi proposto em 2012, a construção da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, instituída pela Portaria nº 252, de 19 de fevereiro de 2013. 

 

Subsecretaria de Vigilância à Saúde

Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVEP

Gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis – GEDANT

Contato: 3323-9492
Endereço: Setor Recreativo Parque Norte – SRPN, Estacionamento 5 – Salas 01 a 16 – Asa Norte, Brasília – DF. CEP: 70.070-701
Email: divepdf@gmail.com 

 


 

Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil – 2011 a 2022 e Dados

 

O Plano aborda os quatro principais grupos de doenças (circulatórias, câncer, respiratórias crônicas e diabetes) e seus fatores de risco em comum modificáveis (tabagismo, álcool, inatividade física, alimentação não saudável e obesidade) e define diretrizes e ações em: a) vigilância, informação, avaliação e monitoramento; b) promoção da saúde;
c) cuidado integral.

 

Como determinantes sociais das DCNT, são apontadas as desigualdades sociais, as diferenças no acesso aos bens e aos serviços, a baixa escolaridade, as desigualdades no acesso à informação, além dos fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada, tornando possível sua prevenção. Conheça os programa de enfrentamento às doenças crônicas por meio da Política Nacional de Promoção à Saúde (PNPS):

 

 – Programa Academia da Saúde

 – Programa de Tabagismo e Controle do Tabaco

 – Guia Alimentar para a População Brasileira

 – Programa Estratégia Saúde da Família – Expansão da Atenção Básica em Saúde, que, hoje, cobre cerca de 60% da população brasileira.

 – Programa da Atenção Farmacêutica – Expansão da atenção farmacêutica e à distribuição gratuita de mais de 15 medicamentos para hipertensão e diabetes (anti-hipertensivos, insulinas, hipoglicemiante, estatina, entre outros). Em março de 2011, o programa Farmácia Popular/Saúde Não Tem Preço passou a ofertar medicamentos para hipertensão e diabetes e, atualmente, mais de 17.500 farmácias privadas já estão cadastradas para a distribuição gratuita desses medicamentos.

 – Programa Brasil Sem Miséria, que pretende reduzir a pobreza destacando ações para o enfrentamento de doenças crônicas
como hipertensão arterial e diabetes.