Governo do Distrito Federal
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14/04/14 às 20h37 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Doenças respiratórias aumentam com tempo seco

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Infecções virais e bacterianas ocorrem com frequencia

A temporada de clima seco com baixa umidade do ar se aproxima e, associada ao frio, favorece o surgimento de doenças respiratórias, é o que explica o médico do Hospital do Gama, Carlos Augusto Corrêa, “Nessa época além do ressecamento da pele, existe também o ressecamento das vias aéreas que compromete a proteção natural do nariz, local onde há uma espécie de secreção líquida que lubrifica a região. O tempo seco facilita a entrada de vírus e de bactérias propiciando as doenças”, disse o clínico geral.

De acordo com o médico as alergias ficam mais evidentes nessa época de estiagem devido à poluição que sai dos automóveis e das indústrias, como o enxofre e monóxido de carbono e também a poeira, passando por ácaros e fungos, uma vez que o tempo seco dificulta a dispersão dessas partículas que são inaladas pela população.

“Doenças como as bronquites crônicas, enfisema pulmonar e a asma se agravam, e as infecções respiratórias virais e bacterianas ocorrem freqüentemente. Entre as infecções virais estão as gripes e os resfriados. Já as doenças resultantes de ações bacterianas são a sinusite, a faringite, a amigdalite e nos caso mais graves a pneumonia e a bronquite aguda”, informa o especialista.

Conforme o médico, as crianças, os idosos e as pessoas que já têm alguma doença respiratória são o grupo mais vulnerável aos problemas impostos pelo ar seco e precisam redobrar os cuidados nessa época. “É recomendável a suspensão de atividades físicas, principalmente no período das 10h às 15h. Quando a umidade do ar fica abaixo dos 20% e o corpo reduz a sua capacidade física, também pode ocorrer sangramento nasal devido ao ressecamento da pele interna do nariz.

A mãe de Enzo, Ana Silvestre, conta que o filho de seis anos tem bronquite alérgica e relata que no tempo seco costuma usar umidificador em casa. “No quarto do Enzo não tem tapete, a coberta é de algodão, ele faz uso de broncodilatador e o médico também indicou a natação para fortalecer os pulmões”, informou Ana.

Portadora de bronquite crônica e rinite, a auxiliar de enfermagem, Marisa de Fátima Oliveira, sofre com as crises que se agravam por conta do cigarro. “Sou fumante, no tempo seco tenho muita tosse, não consigo dormir direito com falta de ar e por causa da rinite fico sempre com secreção no nariz”, relatou.

Carlos Augusto esclarece que a rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e provoca o aumento da secreção chamada coriza, que obstrui a passagem do ar e deixa o nariz escorrendo. “A irritação da mucosa também pode gerar sangramento no nariz e outra situação comum é a asma, que durante as crises ocorre uma inflamação das vias aéreas dentro do corpo. Os brônquios que levam o ar até os pulmões ficam mais estreitos, o que dificulta a respiração.

A falta de ar era constante e foi agravada pelo mofo da casa, é o que conta Mariluz Batista que há 20 anos faz tratamento contra a asma na unidade de pneumologia do HRG. “O meu pneumologista recomenda que eu beba bastante líquido, que deixe a casa bem arejada e limpa para evitar o acúmulo de poeira”.

Prevenção
– Aumentar o consumo de frutas e verduras ricas em vitaminas C e diminuir o consumo de frituras;
– Aumentar a ingestão de líquidos.

– Evitar o acúmulo de poeira. Em caso de alergia, é recomendável evitar tapetes e cortinas por causa dos ácaros;

– Não utilizar vassouras. É preferível o uso de pano úmido ou aspirador;

– Bacias com água melhoram a umidade do ar, o uso de toalhas molhadas no ambiente é recomendável durante o dia; à noite não precisa a umidade do ar tende a aumentar no período noturno;

– Umidificadores de ar também são eficazes durante o dia.

– Evitar banhos muito quentes, eles ressecam a pele. Os cremes auxiliam na hidratação;

– Uso do soro fisiológico nos olhos e nas narinas evita o ressecamento;

– Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 15h e moderar a intensidade; o tempo seco reduz a capacidade do corpo para a prática de atividades físicas;

– Não fumar; e os alérgicos devem evitar locais com fumaça de cigarro;
-Uma maneira de prevenir as crises alérgicas é o uso de malhas de algodão, moletons e edredons em lugar de cobertores ou roupas de lã.

Eliane Simeão, da Agência Saúde DF