Governo do Distrito Federal
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9/04/18 às 16h33 - Atualizado em 11/04/18 às 18h06

Em déficit, bancos de leite precisam de doação

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Foto: Matheus Oliveira

 

 

Os estoques de leite materno da rede pública de saúde do Distrito Federal precisam de doações, com urgência. Aproximadamente 250 bebês prematuros, de baixo peso ou doentes, internados em leitos de unidade neonatais nos hospitais da Secretaria de Saúde, necessitam do alimento.

 

Mães interessadas em contribuir podem procurar o banco de leite mais próximo de sua casa ou ligar para o telefone 160, opção 4, e agendar o recolhimento domiciliar, feito em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, que também entrega um kit com touca e potes para o armazenamento.

 

Outra opção é fazer o cadastro no site Amamenta Brasília: http://amamentabrasilia.saude.df.gov.br/.

 

“Estamos preocupados com a situação. O déficit foi de 500 litros de leite materno no primeiro trimestre de 2018. Pedimos a solidariedade das mães que estão amamentando. Cada pote de leite doado pode alimentar até 10 bebês. Além disso, quanto mais leite ordenhado, maior é a produção da mãe”, explicou a coordenadora dos Bancos de Leite do Distrito Federal, Miriam Santos.

 

A médica também alerta para a necessidade das mães não interromperem a amamentação de seus filhos. “O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses e complementar até os dois anos ou mais. Todas as mulheres que têm dificuldade para amamentar e precisam de ajuda podem procurar apoio nas Unidades Básicas de Saúde, bancos e postos de coleta”, informou Miriam.

 

NOVAS DOADORAS – No primeiro trimestre deste ano, foram coletados 3.973,80 litros de leite materno. A média ficou em 1.324,6 litros, abaixo da necessidade mensal de, no mínimo, 1,5 mil litros. Para coletar, neste período, foram feitas 6.372 visitas. O alimento foi doado por 1.231 mulheres e alimentou 2.435 bebês.

 

Segundo Miriam Santos, em 2017, nasceram cerca de 56 mil bebês no Distrito Federal, mas apenas 6 mil mães se tornaram doadoras de leite no mesmo período.

 

A coordenadora destacou que, para se tornarem doadoras, é importante as mães apresentarem os exames realizados durante o pré-natal, entre eles, o hemograma.

 

Caso os bebês já tenham atingido um ou dois anos de idade, os exames precisam ser feitos novamente. Além de ser uma exigência legal da Vigilância Sanitária, os resultados são indispensáveis para verificar se a mãe está apta ou não para a doação.

 

VIDROS – As mães que não tiverem os vidros para doação podem receber um kit com vidro, máscara e gorro para fazer a coleta, bem como folders com orientações, durante a primeira visita dos bombeiros ou em um dos bancos de leite.

 

A população também pode ajudar doando os vidros. O recipiente precisa, ainda, ter tampa plástica, como o de café solúvel de 150 gramas ou 300 gramas. O ideal é que a pessoa junte uma quantidade razoável e leve ao banco de leite mais próximo de casa ou ligue para o telefone 160, opção 4.

 

BANCOS DE LEITE – Atualmente, a Secretaria de Saúde do DF conta com 10 Bancos de Leite Humano, distribuídos nos hospitais de Taguatinga, Sobradinho, Materno Infantil de Brasília, Gama, Planaltina, Leste (antigo Paranoá), Santa Maria, Brazlândia, Asa Norte e Ceilândia, além de dois postos de coleta no Hospital de Samambaia e na Casa de Parto em São Sebastião.

 

Há outros dois bancos do governo federal no Hospital das Forças Armadas e no Hospital Universitário de Brasília. Na rede privada, há mais três bancos e um posto de coleta.

 

Confira como fazer a doação e dicas de como fazer a ordenha do leite.

 

 

Ailane Silva, da Agência Saúde