Governo do Distrito Federal
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6/05/15 às 21h29 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Emergência do Hospital de Base chega a atender 12 mil pacientes por mês

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Em visita à Unidade de Saúde secretário promete ampliação de leitos de UTI

BRASÍLIA (6/5/15) – Referência no Distrito Federal em traumatologia e casos de alta complexidade, o Hospital de Base tem sentido o reflexo da crise da saúde pública, principalmente no setor de emergência, onde a média de atendimentos chega a 12 mil pacientes por mês.

Nesta quarta-feira (6), o secretário de Saúde, João Batista de Sousa, foi até a unidade de saúde para conversar com médicos, servidores e pacientes. A maior parte da visita foi dedicada ao Pronto Socorro, onde ele pôde observar o atendimento aos pacientes. Muitos deles acomodados em macas nos corredores, alternativa encontrada pela direção do hospital para dar conta da alta demanda.

“O que ouvimos dos profissionais é que ainda estamos com falta de insumos e medicamentos, mas o reabastecimento é um problema que atinge a rede inteira e a secretaria já iniciou todos os processos de compras para distribuir esses itens o mais rápido possível”, informou secretário.

O problema é percebido pelo pelos pacientes. “Consegui fazer uma cirurgia no Instituto do Coração e agora faço acompanhamento no Hospital de Base. Agradeço pelos serviços prestados, em especial para essa unidade, mas para fazer a cirurgia, tive de comprar todos os remédios porque a rede não dispunha”, lamentou o paciente Rinaldo Carluccio.

Outra queixa comum dos pacientes é em relação aos elevadores. São oito na internação e os outros seis do pronto socorro, que estão sendo modernizados. “Falta substituir apenas dois elevadores de cada uma dessas alas para finalizar o serviço”, informou a diretora geral do hospital, Ana Patrícia de Paula.

REFORMAS- “O Hospital de Base tem mais de 50 anos e precisa de investimentos e reformas. Mas, entrando em cada setor, vi que a unidade tem muitos pontos fortes, como o centro cirúrgico, que funciona muito bem”, disse o secretário de Saúde.

No centro cirúrgico, das 16 salas, 14 estão em pleno funcionamento. No total, o hospital possui 68 leitos de UTI ativos, sendo 12 pediátricos e outros 56 adultos divididos em 20 para o setor de Trauma, oito para UTI coronariana, oito para cardiovascular, 10 para UTI cirurgia-geral e 10 para UTI cirúrgica.

A taxa de ocupação das UTIs chega a 100%. Os pacientes são acompanhados 24 horas por equipes de médicos, enfermeiros e técnicos, além de assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais.

“Nós precisamos de mais leitos, porque atendemos demandas de todo o Distrito Federal e de outros estados”, informou a diretora do hospital. Em resposta, o secretário sinalizou que está empenhado em contratar mais profissionais para colocar mais leitos para funcionar.

PROFISSIONAIS- Os técnicos de enfermagem do posto de cardiologia do hospital solicitaram o aumento de horas-extras para atender a demanda de pacientes, melhores condições de trabalho e mais um padioleiro, ou seja, um profissional que auxilia no transporte de macas e outros intens.

“O que mais me incomoda é a falta de condições para os servidores trabalharem bem e atenderem os pacientes, mas estamos trabalhando para suprir essas demandas”, respondeu Sousa.

O secretário teve ainda oportunidade de verificar como funcionam os serviços de acupuntura, clínica da dor e cuidados paliativos. Na clínica da dor, a paciente Helena Silva, 62 anos, contou que trata com a equipe do Base as fortes dores ocasionados por um câncer de útero há cerca de 15 anos.

“Sempre me tratei aqui e o atendimento é excelente. Minhas dores praticamente desaparecem. Também reconheço que os profissionais me tratam muito bem”, disse a paciente.

De acordo com João Batista de Sousa, que finalizou a visita passando pela radiologia e odontologia, vistorias como esta no Base têm sido feitas em outras unidades e devem continuar ao longo dessa semana.