Governo do Distrito Federal
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9/05/16 às 21h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Equipamento facilita a localização das veias de pacientes

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O VeinViewer foi doado a unidade de fissurados do Hospital Regional da Asa Norte

BRASÍLIA (9/5/16) – A equipe da unidade de fissurados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ganhou um aliado no tratamento de pacientes com fissura labial. Foi entregue, nesta segunda-feira (9), o VeinViewer, um aparelho que permite visualizar com nitidez as veias, facilitando a venopunção.

“Isso vai diminuir o sofrimento, principalmente, das crianças. Sem esse aparelho, demoramos cerca de uma hora para encontrar uma veia, mesmo com profissionais experientes. Agora, será mais preciso esse procedimento”, explica o coordenador da unidade, Marconi Delmiro.

Segundo a gerente de enfermagem do Hran, Márcia Pereira, diminuindo o tempo para encontrar a veia do paciente ajudará a diminuir a fila de espera para atendimentos e cirurgias. “Como o procedimento será mais rápido, poderemos atender um número maior de pessoas”, destaca.

O aparelho, portátil, foi comprado por meio de doações e uma rifa organizada pelo grupo de voluntários São Francisco de Assis, pela Associação Brasileira de Fissurados e pelo Serviço Multidisciplinar de Assistência aos Fissurados do Hran.

DIA DAS MÃES – A entrega do aparelho foi feita durante um evento em homenagem ao Dia das Mães, com direito a crepe, suco e lembrancinhas para as mamães e crianças, pacientes da unidade de fissurados. O lanche foi oferecido graças ao dinheiro arrecado por um bazar feito por voluntários.

Cerca de 80 mães foram atendidas somente nesta segunda-feira (9). A média de atendimento semanal, porém, é de 200 pessoas.

FISSURA – O lábio leporino é uma fissura que começa no lábio superior, dividindo-o em dois segmentos, podendo estender-se até o sulco entre os dentes incisivo lateral e canino, gengiva, maxilar superior e chegar ao nariz. Já a fenda palatina é quando o céu da boca não se fecha completamente.

“É possível identificar a fissura entre a quarta e a 12ª semana de gestação, por meio de ecografia morfológica. Com o diagnóstico em mãos, os médicos já podem preparar o paciente para o tratamento depois que a criança nascer”, explica Marconi Delmiro.

A cirurgia pode ser feita entre os 3 e 6 meses de vida. No caso da fenda palatina, é preciso esperar que a criança complete 1 ano e meio. Cada pessoa precisa fazer, em média, cinco cirurgias ao longo da vida.

SERVIÇO – O Hran é referência para o Centro-Oeste no trato da fissura labiopalatal. A equipe, multidisciplinar, é formada por enfermeiro, pediatra, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, cirurgiões crânio-maxilo-facial e buco-maxilo-facial, ortodontista, odontopediatra, serviço social e um grupo de apoio voluntariado.

Para ter acesso ao serviço, é preciso antes procurar um centro de saúde para uma consulta com um pediatra, que dará o encaminhamento para o setor de marcação. A solicitação de primeira vez é inserida no Sistema de Regulação. Os retornos já são marcados pelo próprio Hran.

Veja fotos aqui: