Governo do Distrito Federal
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2/06/14 às 16h09 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Especialista esclarece dúvidas sobre doenças reumáticas

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Enfermidades podem afetar pessoas de qualquer faixa etária

Osteoartrose, fibromialgia e reumatismos extra-articulares são as doenças da área da reumatologia de maior incidência na população brasiliense. A informação é da Coordenação de Reumatologia da Secretaria de Saúde do DF, que computa mais de 31 mil pacientes atendidos em 2013.

A Reumatologia é a área da saúde que trata de doenças encontradas no sistema muscoesquelético. Contudo, existem várias enfermidades nessa área, cada uma com suas particularidades. A coordenadora de Reumatologia da SES/DF, Jamille Carneiro, explica que essas enfermidades podem afetar pessoas de qualquer faixa etária. “As mais comuns são em idosos, por conta do processo de envelhecimento (que favorece o surgimento de osteoporose e osteoartrose, por exemplo). Mas até crianças podem ser afetadas”, ressalta.

Apesar de serem mais frequentes em mulheres, algumas doenças reumáticas possuem maior incidência no sexo masculino. “Enfermidades como a gota e a espondilite anquilosante (inflamações nas articulações da coluna vertebral) aparecem mais em homens do que em mulheres”, diz a médica.

A reclamação mais comum de pacientes que apresentam doenças reumáticas é a dor crônica. Isso, contudo, pode variar de doença para doença. “Nas artropatias inflamatórias (inflamação nas articulações, como artrites), a dor articular é realmente muito presente. Quando falamos de osteoporose, porém, não existem sintomas até que aconteça uma fratura”, explica Jamille. Outros sintomas comuns são inchaço, vermelhidão e dificuldade de movimentar as juntas.

Dentre os fatores desencadeadores, destacam-se genética, estilo de vida (alimentação, tabagismo), estresse, desordens da imunidade e problemas psicológicos. Muitas vezes, é difícil identificar uma causa para as doenças. Para prevenção, o corpo médico recomenda marcar consulta quando apresentar os sintomas das enfermidades.

A maioria das enfermidades reumáticas não leva ao óbito, mas causa desconforto e perda de qualidade de vida. “Algumas doenças, como as artrites, podem causar severas deformidades, incidindo em limitações funcionais, e diminuindo a sobrevida das pessoas que não procuram tratamento. Mas as outras doenças, como a fibromialgia, não são fatais e, quando tratadas, apresentam quadro de melhora de quase 100%”, comenta a coordenadora.

O tratamento das doenças reumáticas varia de acordo com a enfermidade e o grau de urgência de cada paciente. Geralmente, o tratamento das doenças reumáticas envolve outras áreas da saúde, como ortopedia, fisioterapia, psicologia e psiquiatria. Em alguns casos, porém, o uso de medicamentos se faz necessário.

Na Rede

A SES/DF realizou mais de 31 mil consultas ambulatoriais em reumatologia e em reumatologia pediátrica em 2013. A rede conta com 25 profissionais reumatologistas habilitados para tratamento de doenças reumáticas nos hospitais HBDF, HRAN, HRC, HRPa, HRG, HRS e HRT.

Jamille cita também os outros procedimentos que a secretaria adota para o tratamento dos pacientes. “Realizamos internações hospitalares para os pacientes mais graves e procedimentos como infiltrações articulares e infiltrações peri tendíneas – que funcionam como injeções anestésicas e de efeito quase imediato no local da lesão, além de pulsoterapia (administração de altas doses de medicamento nas veias, em curtos períodos de tempo), com infusão de medicamentos quimioterápicos e imunobiológicos.”

A SES promove, ainda, a capacitação de médicos e profissionais da rede básica para o devido atendimento. “A fibromialgia, a osteoartrose e a osteoporose são doenças mais comuns e aparecem em maior número. Dada a prevalência dessas doenças, elas são tratadas em todo mundo por clínicos gerais e apenas quando há indicação precisa são encaminhadas ao reumatologista”, explica a médica.

O tratamento medicamentoso também é fornecido na rede conforme recomendado pelas portarias específicas que aprovam os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para cada doença.

Paulo Cronemberger, da Agência Saúde DF