Governo do Distrito Federal
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20/11/19 às 13h02 - Atualizado em 21/11/19 às 16h58

Estratégias de combate ao Aedes são firmadas na Região de Saúde Sudoeste

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Objetivo é tornar a comunicação mais ágil

 

Gestores da saúde, administradores regionais e conselheiros das áreas que compõem a Região de Saúde Sudoeste se reuniram na tarde para traçar estratégias baseadas no Plano de Enfrentamento das Arboviroses do Distrito Federal. Com a presença do subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, o debate girou em torno de ações preventivas e de assistência, e de como a comunicação com agilidade é fundamental para a tomada de decisões.

 

“Quando a gente tem informação, tem o poder de decidir, de influenciar. E será a partir das informações repassadas que acionaremos as UBV (Ultra Baixo Volume), quando necessário, e as ações educativas. Toda decisão parte da informação. Precisamos compartilhar informações”, enfatizou o subsecretário.

 

Outro fator abordado foi a criação da Sala Distrital Permanente de Coordenação e Controle das Ações de Prevenção e Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes, que envolve diferentes órgãos para atuar contra as arboviroses no território do DF e do Entorno. Esse colegiado é o responsável pelo Plano de Enfrentamento, onde as estratégias estão sendo montadas de acordo com as características identificadas em cada região.

 

Usada como exemplo, a Região de Saúde Sudoeste notificou 7.923 casos e confirmou oito óbitos causados pela dengue, no período de janeiro a outubro deste ano. A região é composta por Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Vicente Pires e Águas Claras.

 

SOROTIPOS – E uma das características identificadas é de que, na maior parte dos casos, há predominância do sorotipo DENV-1, enquanto que na região de Planaltina foram registrados mais casos de DENV-2. Esta informação é usada na definição das estratégias de prevenção e combate ao mosquito. Atualmente, quatro sorotipos da dengue são conhecidos: DENV 1, 2, 3 e 4.

 

“Todas as ações funcionam como um conjunto. Desde as ações das administrações, de prevenção ao mosquito, até a participação do conselho nas ações e na assistência à saúde. E quando o paciente chegar às unidades de saúde, unidades de pronto atendimento ou hospitais, é preciso ter consciência de que a clínica é soberana”, explicou o superintendente da região de saúde Sudoeste, Luciano Agrizzi.

 

Ele assegurou: “Diante dos sintomas, não é necessário fazer o teste rápido ou outro tipo de confirmação para iniciar o tratamento. O paciente precisa ser atendido. Com isso, evitamos a peregrinação do doente, prevenindo agravamentos e mortes”.

 

Os participantes da reunião ainda tiraram dúvidas sobre questões de vigilância e assistência, convergindo para a utilização de ferramentas mais ágeis e o favorecimento da comunicação entre as áreas envolvidas.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF