Governo do Distrito Federal
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22/01/21 às 14h28 - Atualizado em 25/02/21 às 19h29

Dúvidas Frequentes sobre a vacinação

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A vacinação contra a Covid-19 começou no Distrito Federal no dia 19 de janeiro. Várias dúvidas surgem em torno dessa campanha e a Secretaria de Saúde irá esclarecê-las abaixo:

 

1- Você sabe por que temos reação quando tomamos vacina?

As vacinas são produzidas a partir de fragmentos do vírus e das bactérias e são introduzidos no corpo humano para estimular o nosso sistema de anticorpos a produzir uma defesa específica contra aquela doença; quando o nosso corpo produz essa defesa, pode provocar algumas reações semelhantes àquelas causadas quando ficamos doentes, só que numa proporção menor. Pessoas com alergia aos componentes das vacinas devem evitar tomá-las pois podem ter reações graves que podem desencadear hospitalização. A forma mais segura de tomar uma vacina é informar na triagem todas as condições de saúde e alergias que possui. Haverá sempre um profissional capacitado em cada ponto de vacinação para lhe orientar e você pode ter acesso à bula da vacina a qualquer momento.

 

2- Devo tomar a segunda dose da vacina mesmo tendo tido reação à primeira dose?

Se você tiver uma reação à primeira dose deverá procurar um serviço de saúde para obter informações e pedir uma investigação do seu caso. Os casos leves, como vermelhidão, dor no local da aplicação e febre podem ser cuidados e orientados nos postos de saúde. Os casos mais complicados, que incluem alergia grave aos componentes da vacina devem ser levados para a unidade de saúde mais próxima. As bases do Samu estão preparadas para oferecer apoio a todos os pontos de vacinação.

 

3- Quem teve Covid-19, poderá tomar a vacina?

Sim, desde que passados 30 dias após o desaparecimento dos sintomas. No momento da vacinação a pessoa não poderá estar doente ou com quadro febril.

 

4- Você sabe como funciona a rede de frio e o sistema de qualidade das vacinas?

O sistema brasileiro de Vigilância em Saúde é que cuida de todos os aspectos de segurança das vacinas no brasil e fazem isso desde a década de 1970. Uma dessas atividades é o acondicionamento e o transporte de vacinas e imunobiológicos. Elas são mantidas sob o mais rigoroso controle de temperatura para assegurar a eficácia da vacinação. Na hora da aplicação, a temperatura deve estar entre (2 e 8ºC) e toda equipe é treinada para este processo. Amostras são selecionadas para verificação da qualidade e em todos os pontos de vacinação há um protocolo em caso de queda de energia.

 

5- Você sabe quantas vacinas são oferecidas pelo SUS nas unidades básicas de saúde?

Atualmente são oferecidos 19 tipos diferentes de vacinas nas unidades básicas de saúde, que protegem contra doenças que vão desde o nascimento e para toda a vida. Sempre que for a qualquer rotina ou campanha de vacinação, leve o seu cartão, ele é uma boa forma de conhecer como está a sua saúde.

 

6- Você sabe por quantas etapas uma vacina precisa passar para ser aprovada?

Para ser aprovada a vacina precisa passar por três rigorosas etapas de investigação: a primeira e a segunda delas são realizadas em ambientes de pesquisa, como os laboratórios;

A terceira é dividida em três etapas e é chamada de ensaio clínico, onde a pesquisa ocorre em voluntários, que são monitorados quanto a eficácia da vacina em prevenir complicações graves e mortes pelas diversas doenças. Somente após a conclusão de testes em milhares de pessoas, com resultados de eficácia superiores a 50%, os laboratórios podem solicitar registro junto à ANVISA para a distribuição das vacinas.

 

7- Você conhece o que precisa levar no dia da vacinação?

Leve uma caneta para o seu formulário de identificação, seu cartão de vacinas, número do cartão do SUS, CPF e, para trabalhadores de saúde, um documento que comprove o seu vínculo com uma profissão de saúde ou com um estabelecimento de saúde.

 

8- A vacina oferecida pelo SUS será gratuita?

A vacina oferecida pelo SUS é gratuita, assim como todas as outras oferecidas pelo calendário de vacinação. Denuncie qualquer tentativa de comercialização de vacina nas unidades públicas de saúde. Use o telefone 162 para manifestar sua denúncia, elogio ou manifestação.

 

9- Como denunciar a venda clandestina de vacinas?

Já foi noticiado que em diversas cidades do país há pessoas comercializando supostas vacinas pelo país. Caso você veja tal situação, não perca tempo em comunicar às autoridades sanitárias e policiais, pois trata-se de uma situação de risco à saúde pública. Você pode denunciar a venda, a comercialização ou a distribuição irregular de vacinas pelo telefone 162.

 

10- Se todos precisam se vacinar, por que alguns têm prioridade diante de outros?

Essa não é uma decisão fácil, mas precisamos pensar em duas coisas antes de tudo:

 

  • Daríamos conta de vacinar todas as pessoas ao mesmo tempo?

 

  • Os laboratórios dariam conta de disponibilizar todas as doses ao mesmo tempo?

 

Por este motivo, as campanhas de vacinação são por etapas e é por isso que algumas pessoas vacinam primeiro que outras. O critério utilizado para escolher quem toma a vacina primeiro é a chance que a pessoa ficar doente, ter complicação e vir a óbito. Desta forma, as pessoas de mais idade, as pessoas que estão mais expostas à doença (trabalhadores de saúde), as pessoas em unidades de acolhimento e casa de longa permanência, são exemplos de pessoas prioritárias para a campanha além de outros grupos que virão nas fases seguintes, como: maiores de 60 anos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, doenças do coração e outras), por exemplo.

 

11- Ainda será preciso usar máscara depois que eu me vacinar? 

Sim, ainda será preciso, pois você ainda precisa de um tempo para adquirir a imunidade. Nenhuma vacina possui 100% de garantia de que vai te dar imunidade. Então pode ser que mesmo tomando a vacina você não tenha imunidade. Além disso, a vacinação ainda não contempla a quantidade necessária da população para atingirmos uma imunidade coletiva ao vírus. Ainda temos um longo caminho pela frente.

 

12- Devo esperar quanto tempo para tomar outras vacinas?

Para tomar a vacina contra o coronavírus você precisa estar sem tomar qualquer vacina nos últimos 30 dias, bem como não poderá tomar qualquer vacina no intervalo das doses ou 30 dias após a segunda dose.

 

13- O DF possui seringas e agulhas suficientes para vacinar todo mundo?

Sim, o Distrito Federal possui seringas suficiente para vacinar toda a sua população com duas doses de vacina para cada pessoa.

 

14- Posso tomar a primeira dose de um laboratório e a segunda de um outro laboratório?

Cada vacina foi produzida com uma técnica específica, estimulando diferentes tipos de defesa no corpo humano. Ainda não possuímos qualquer tipo de informação que garanta a segurança ou a eficácia de vacinas de um esquema com doses de laboratórios diferentes. Para isto, o GDF desenvolveu um adesivo, que vai facilitar a identificação do laboratório que você está tomando, bem como todas as informações que nos permitirão rastrear a vacina.

 

 

 

Esclareça as dúvidas sobre a primeira fase da vacinação contra a Covid-19 no Distrito Federal:

 

1- Qual a vacina que está sendo utilizada no DF?

O Distrito Federal já recebeu quatro remessas da vacina CoronaVac – produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac -, totalizando 173.560 doses. Também foram recebidas 66,5 mil doses da vacina Covishield – desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca. Cerca de 5% das doses das vacinas são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas. No caso da vacina CoronaVac, o intervalo entre a primeira e segunda doses é curto, de 14 a 28 dias, e metade das doses recebidas são reservadas para a segunda aplicação. Já com a vacina Covishield, esse intervalo é de até 90 dias.

 

Cerca de 5% das doses das vacinas são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas.

 

2- Quais são os grupos prioritários que receberão a vacina na 1ª fase?
É importante destacar que, neste momento, só poderão tomar a vacina as pessoas que integram o grupo prioritário. Todos serão devidamente identificados e receberão a segunda dose da mesma vacina que tomou na primeira vez.

 

A vacina está disponível, até o momento, para os seguintes públicos:

 

  • Todos os profissionais ativos da rede pública de saúde;
  • Profissionais que atuam nos hospitais particulares;
  • Idosos acima de 76 anos –  Confira os locais aqui.
  • Idosos e pessoas com deficiência institucionalizados (que vivem em instituições de internação), cuidadores que atuam nessas instituições;
  • Indígenas que vivem em terras indígenas;
  • Pacientes do Home Care SES-DF perfil SAD-AC;
  • Pacientes do Nrad SES-DF, perfis AD2 e AD3, e um cuidador por grupo familiar.

 

A vacinação deve ser agendada no site vacina.saude.df.gov.br.

Observação: Para atender os idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de internação, indígenas e pacientes da internação domiciliar, a Secretaria de Saúde disponibiliza equipes volantes para este serviço.

 

Atenção: Trabalhadores das empresas contratadas pela Secretaria de Saúde para o serviço de Home Care não serão vacinados neste momento.

 

3- Quando as pessoas que tomaram a primeira dose da vacina poderão tomar a segunda dose?
As pessoas que receberem a primeira dose da vacina CoronaVac deverão tomar a segunda dose no intervalo entre 14 e 28 dias. Quem receber a vacina Covishield deverá tomar a segunda dose com intervalo de 90 dias.

 

4- Como funcionará a vacinação para os profissionais da rede privada?
As unidades hospitalares da rede privada deverão enviar à Secretaria de Saúde a relação com os nomes completos e CPFs de todos os profissionais que atuam nessas unidades. A Secretaria de Saúde enviará equipes volantes para auxiliar na imunização esses profissionais.

 

Observação: para vacinação na rede privada não serão considerados profissionais que não estejam diretamente na linha de frente atendendo pacientes com Covid-19.

 

Atenção: Não estão contemplados, neste momento da campanha de vacinação, outros serviços do setor privado, além dos hospitais.

 

5- A vacina já está sendo aplicada na população geral?

As novas fases da vacinação contra a Covid-19 serão divulgadas antecipadamente conforme definição do Ministério da Saúde. O DF iniciará as próximas etapas conforme o recebimento de mais doses de vacinas. A Secretaria de Saúde reforça que a população que não se enquadra, neste momento em um dos públicos-alvo, não procure as unidades de saúde em busca da vacina, porque neste momento será vacinado somente o público-alvo incluídos até agora. 

 

 

6- Por que a vacina contra a Covid-19 não é recomendada para gestantes, lactantes e menores de 18 anos?

A vacina para a Covid-19 não é indicada gestantes ou lactantes. Muito se questiona sobre o porquê dessa não recomendação, tendo em vista que este é um grupo de risco e que, geralmente, é prioritário em outros tipos de campanhas. De acordo com Joana Darc Gonçalves, infectologista do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o motivo disso acontecer dá-se ao fato de que nenhum estudo foi realizado incluindo pessoas abaixo dos 18 anos ou gestantes e lactantes.

 

7- Quais os efeitos adversos da vacina?

As reações adversas mais comuns associadas a todas essas vacinas estão relacionadas à dor local e eventual processo alérgico. Ela destaca que a escolha em quem fazer a vacinação primeiro dá-se por critério de risco ocupacional e de maior vulnerabilidade.

 

 

8- O cidadão poderá escolher a marca da vacina que queira tomar?

A disponibilização das vacinas será de acordo com as a chegada das doses ao DF. Sendo assim, não é possível afirmar quais as marcas das doses que serão aplicadas em cada grupo.

 

 

9- Após tomar a primeira dose da vacina eu devo continuar usando máscara e evitando aglomeração?

Sim. Mesmo após a vacinação completa, ou seja, a primeira e a segunda dose, ainda é imprescindível continuar seguindo as orientações da OMS quanto a prevenção ao contágio da Covid-19, sendo: uso de máscara, distanciamento social, e higienização das mãos.

 

Essas medidas sanitárias seguirão importantes, já que a vacina não impede a circulação do Sars-CoV-2.

Toda vacina implica numa redução de transmissão, mas o combate efetivo ao vírus passa pela manutenção dos cuidados básicos. Até que a quantidade de pessoas vacinadas seja suficientemente significativa é essencial que se continue evitando aglomerações até todos serem imunizados.