Governo do Distrito Federal
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29/07/16 às 18h45 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Fibromialgia é tema de palestra no Hospital do Guará

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A doença acomete mais as mulheres e costuma aparecer entre os 30 e 55 anos

BRASILIA (29/07/16) – A Fibromialgia foi o tema de reabertura do Ciclo de Palestras do Hospital Regional do Guará (HRGu). A doença foi escolhida porque é uma síndrome dores crônicas e de difícil diagnóstico, o debate promovido pelo ambulatório de Fisiatria, coordenado pela médica Ana Paola Gadelha, teve o objetivo de esclarecer dúvidas de médicos e convidados, sobre a doença e o fluxo de atendimento na rede.

A palestra foi proferida pela médica Mariana Castilho, coordenadora do ambulatório de reumatologia do Hospital de Base do Distrito Federal. Ela escolheu uma poesia de Cecília Meireles, “Conheço a Resistência da Dor” para explicar que quem sofre de Fibromialgia, sabe o que é ter a dor no seu cotidiano.

Segundo Mariana Castilho, não há cura para fibromialgia, como as dores são difusas, o médico precisa conhecer bem o histórico do paciente para dar diagnóstico correto. Uma vez constatada a doença o tratamento é multidisciplinar. “Traçamos estratégias com uso de remédios, exercício aeróbico, terapia cognitiva, acupuntura entre outras iniciativas como práticas integrativas de saúde”, declarou a médica.

Um dos exemplos, citados na palestra, de pessoas famosas que possuem a doença, e não se entregaram foi o do ator Morgan Freeman, que continua atuando. Presente ao debate a paciente do HRGu, Francisca da Silva, afirma que a dor também não a paralisa. “Eu sigo com a minha vida normal. Sinto as dores. Mas, não posso parar”.

SINTOMAS – Uma das características da Fibromialgia é a grande sensibilidade ao toque e à compressão de pontos nos corpos. Junto com a dor, surgem sintomas como fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada, com a sensação de que não dormiu). Quadro perfeito do estresse também. No Brasil está presente em cerca de 2% a 3% das pessoas. Por ano, a estimativa é de mais de 2 milhões casos por ano. Acomete mais mulheres que homens e costuma surgir entre os 30 e 55 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes. Não é diagnosticada por meio de exames laboratoriais ou imagens.