Governo do Distrito Federal
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7/08/19 às 10h07 - Atualizado em 7/08/19 às 10h07

Força-tarefa do Hmib finaliza inserção do dispositivo intrauterino

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Pelo menos 450 mulheres foram beneficiadas

 

As 450 mulheres que fizeram a inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU), durante o mutirão promovido pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), entre 5 e 19 de julho, voltaram ao hospital para finalizar o processo, na manhã de sábado (3 de agosto).

 

No decorrer do processo de inserção, foi solicitado às mulheres beneficiadas que realizassem uma ecografia para terem a certeza de que está tudo certo com o dispositivo. Ocorre que, em alguns casos, ele pode ser expulso pelo próprio corpo. Às vezes considerado um ‘objeto estranho’ pelo organismo, a taxa de rejeição é baixa e varia de menos de um a até sete em cada grupo de 100 mulheres que colocam o DIU.

 

Mesmo sendo pequena, a rejeição pode acontecer nos três primeiros meses após a inserção e a expulsão pode ser total ou parcial. Em grande parte das vezes, não é nem percebida pela mulher. Por isso, é necessário fazer o acompanhamento para que a gravidez seja evitada.

 

“As pacientes chegaram aqui bastante agradecidas e felizes por terem feito a inserção e aliviadas porque deu tudo certo. Em algumas delas, o DIU saiu do lugar e outros já foram inseridos na mesma ocasião. Essas também saíram com o dia da revisão agendado”, explica a médica ginecologista e obstetra do Hmib, Cristiane Henriques Lopes.

 

EQUIPES – Médicas, residentes, enfermeiras, técnicas, seguranças e equipe de limpeza se uniram na ação para que tudo corresse bem. Assim, foi possível atender todas as mulheres ainda na parte da manhã.

 

Algumas mulheres chegaram sem trazer o exame solicitado. Outras estavam sem o pedido. Umas vão fazer a inserção em outra ocasião. Para todas, foram remarcadas consultas de retorno para que tudo se resolva da melhor maneira.

 

“A ação do mutirão foi complexa. Precisamos do apoio incondicional da equipe, que trabalhou durante três sábados, fora do horário normal de escala, desde médicos, residentes, enfermeiros, até o pessoal da limpeza e da segurança”, explicou o diretor do Hmib, Rodolfo Alves Paulo de Souza.

 

Ele concluiu: “Quando percebemos o impacto positivo que tem na vida da população, vemos o quanto vale a pena o trabalho feito com carinho e responsabilidade. É muito importante começar e ir até o fim do processo com os atendimentos, para que os resultados sejam os melhores possíveis”.

 

Janiara Lara, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF