Governo do Distrito Federal
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28/05/14 às 15h02 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Gama inova no tratamento a prematuros

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Hospital utiliza mini rede, ofurô e musicoterapia

 

Bebês que nascem com menos de 37 semanas no Hospital do Gama já contam com mini redes, ofurô e musicoterapia. As técnicas fazem parte do projeto Ninar Neném, criado no inicio de maio pela equipe de fisioterapeutas que atende na unidade intermediária de cuidados neonatal (UCIN).

De acordo com a fisioterapeuta, Monike Camargos, os procedimentos aplicados resultam na diminuição do estresse, na melhora da frequência cardíaca, no desenvolvimento psicomotor, além do ganho de peso e na redução do tempo de internação hospitalar dos bebês prematuros.

“O uso da mini rede de algodão, de música instrumental e clássica promove o relaxamento e a utilização do ofurô na hora do banho proporciona um contato maior da mãe com o seu filho e ajuda a fortalecer o vínculo afetivo, uma vez que os prematuros permanecem longos períodos nas incubadoras”, explica a fisioterapeuta.

Monike ressalta que todos os profissionais que trabalham no setor foram sensibilizados sobre a importância da redução de barulhos e da diminuição da claridade, detalhes importantes que mudaram o ambiente, tornando-o mais acolhedor e menos estressante para os bebês.

Caio Kael nasceu com 34 semanas e está internado na UCIN. A mãe, Ana Carolina de Sousa, conta que o filho era bem agitado. “Na redinha, ele fica bem tranquilo, dorme direitinho e isso ajuda no tratamento. A iniciativa é válida até para mim que aprendo com a equipe como cuidar dele”, avaliou Ana Carolina.                                                                                                    

Para a supervisora da unidade, a enfermeira Maria Cleonice Sousa, o projeto contribuiu para melhorias nos processos de trabalho da equipe. “Com os bebês mais tranquilos, a equipe pode realizar melhor os procedimentos como a medicação ou coleta de sangue e tem ajudado na diminuição da permanência deles na UCIN”, revelou.

Ana Claudia Leite relata que o filho Nicolas,internado há 26 dias, foi um dos primeiros bebês a usar as técnicas. “Ele nasceu com 36 semanas, se mexia e chorava muito. A música, o banho quentinho no ofurô e o tempo que ele ficava na rede ajudaram. Eu observei que dormia melhor, tinha mais fome, agora ele já está comigo no alojamento conjunto e vai receber alta”.

A unidade intermediária de cuidados neonatal do HRG é dividida em ala de internação de alto, médio e baixo risco, com 16 leitos e alojamento conjunto que possui 12 leitos externos.

Eliane Simeão, da Agência Saúde DF