Governo do Distrito Federal
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27/02/15 às 17h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Grupo de Insuficiência Cardíaca participa da abertura de projeto

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Ambulatório do HRGu é referência no DF

BRASÍLIA (27/2/15) – O trabalho, realizado no Hospital Regional do Guará (HRGu), é único no Distrito Federal e recebe pacientes indicados inclusive pela rede particular. Com dez anos de existência, possui 180 prontuários ativos. Neste encontro, os pacientes, acompanhados de seus familiares, receberam informações sobre o cronograma das atividades deste ano e foram apresentados a equipe que os acompanhará. Os encontros acontecerão a cada 15 dias, sempre na quinta-feira à tarde.

O serviço teve início em 2005 e contava apenas com um consultório. Hoje, o ambulatório funciona com uma equipe multidisciplinar composta por cardiologista, técnico de enfermagem, enfermeiro, odontólogo, fisioterapeuta, assistente social, psicóloga, homeopata, nutricionista e práticas integrativas. Aumentar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e promover a independência dos pacientes são os objetivos que o ambulatório de Insuficiência Cardíaca Congênita busca atingir.

O coordenador da Regional de Saúde do Guará, Dr. Lucimir Maia, é cardiologista e ajudou a fundar o projeto. Desde então sempre se manteve a frente do serviço. “De acordo com as necessidades dos pacientes verificamos que era necessário um atendimento mais humanizado, onde o paciente se sentisse acolhido ao chegar ao hospital e ser sempre recebido por algum profissional da equipe multidisciplinar. Com isso, o paciente se sente mais tranquilo e passa a perceber a importância de suas atitudes para o tratamento, pois ele é o responsável pela melhora da sua qualidade de vida e por isso precisa cuidar-se. O que traz um resultado eficaz é o trabalho da equipe em prol do paciente”.

Os pacientes que fazem acompanhamento neste grupo são encaminhados por cardiologistas de todas as unidades de saúde do DF. Estes pacientes apresentam quadro de falência do coração em que o tratamento não surte mais efeito por causa do avanço da doença ou de outras que afetam o órgão, sendo necessária, em fase avançada, a indicação de transplante. O trabalho da equipe é retardar esse processo.

Para o paciente José Gonçalves Ferreira, 83, o grupo o ajudou muito na melhora da sua saúde. “Em 2008 eu tive um AVC e fiquei internado 15 dias no Hospital de Base, de lá fui encaminhado para o ambulatório de IC daqui do Hospital de Guará. A partir do grupo, das palestras, eu passei a me cuidar mais, melhorei a alimentação e pratico atividade física. Minha vida passou a ter mais qualidade e o grupo é maravilhoso, aqui fiz amigos, me divirto. O atendimento daqui é de excelência, que nem em hospital particular se encontra”.

Em tempo médio de internação, a doença só perde para o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em média, um paciente que sofreu derrame fica internado até 30 dias. Já o que tem Insuficiência Cardíaca Congênita, fica até 15 dias. Com isso, o ambulatório também trabalha para diminuir essa estatística e consequentemente, o gasto que se tem com o paciente na rede pública.

O serviço acumula conquistas, uma delas foi o passe livre para os cardiopatas que não eram contemplados pela lei e a participação na Câmara Técnica de Transplantes. Atualmente, existe um projeto para que o ambulatório se torne um programa e, assim, passe a receber incentivos.

A DOENÇA – Os sintomas da insuficiência cardíaca normalmente começam aos poucos. No início, podem aparecer apenas quando se está mais ativo. Com o passar do tempo, problemas respiratórios e outros sintomas podem começar a serem percebidos mesmo ao descansar.

No entanto, os sintomas de insuficiência cardíaca podem também aparecer de repente, logo após um ataque cardíaco ou outro problema cardíaco.

Os sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca são:

Falta de ar na atividade física ou logo após estar deitado por um tempo
Tosse
Inchaço dos pés e tornozelos
Inchaço do abdome
Ganho de peso
Pulso irregular ou rápido
Sensação de sentir o batimento cardíaco (palpitações)
Dificuldade para dormir
Fadiga, fraqueza, desmaios
Perda de apetite, indigestão