Governo do Distrito Federal
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5/08/20 às 10h43 - Atualizado em 6/08/20 às 18h43

Hmib reabre leitos de observação no pronto-socorro obstétrico

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Iniciativa garante mais segurança e conforto às gestantes

 

LEANDRO CIPRIANO, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Depois de sete anos bloqueados por falta de recursos humanos, seis leitos de observação voltaram a ser utilizados pela população no pronto-socorro do Centro Obstétrico (CO) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A expectativa é que recebam, por mês, cerca de 180 gestantes em busca de atendimentos ginecológicos e obstétricos.

 

Reabertura de leitos reorganizou a emergência obstétrica do Hmib – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

O espaço é voltado, principalmente, às pacientes no início da gestação, que ficam menos de um dia em observação e não precisam de internação. Com a reabertura desses leitos, essas gestantes têm um local próprio para serem medicadas, reidratadas e terem seu quadro clínico acompanhado.

 

Dessa forma, elas não ocupam as vagas na emergência das pacientes mais graves, que estão em trabalho de parto ou pré-parto, por exemplo.

 

“As pacientes que precisavam de uma observação por um período curto acabavam ocupando as vagas que eram para as gestantes terem seus bebês, ou o local onde ficavam internadas. Com a reabertura desses leitos no pronto-socorro, se evita internações hospitalares precoces, a lotação diminui e o fluxo dos atendimentos melhora”, afirmou a diretora do Hmib, Marina da Silveira.

 

Com mais leitos, pacientes não ocupam vagas que poderiam ser preenchidas por pessoas com quadro mais grave – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

De acordo com a gestora, ao assumir a direção do hospital, percebeu a importância de reabrir esses leitos para reorganizar a emergência da ginecologia e da obstetrícia, que estavam com os fluxos misturados devido a demanda crescente.

 

“Junto com o apoio da Gerência de Enfermagem e da Supervisão de Enfermagem do CO e da equipe médica, nos propusemos a ajustar os processos de trabalho. Um dos primeiros passos foi a reabertura desses leitos. Claro que isso foi possível com o apoio da Secretaria de Saúde, que ampliou a carga horária da equipe e lotou novos servidores”, destacou a diretora.

 

Conforto e segurança

 

Para a Referência Técnica Assistencial (RTA) de Ginecologia e Obstetrícia do Hmib, Andréia Araújo, o objetivo principal da reabertura é garantir mais conforto e segurança as pacientes. Ao mesmo tempo, a iniciativa deixa os leitos de internação sendo ocupados apenas pelas gestantes que mais necessitam.

 

O Hmib é a unidade referência no atendimento obstétrico ginecológico na rede pública de saúde – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

“Assim, conseguimos absorver melhor a demanda de obstetrícia. Em decorrência da pandemia, recebemos atendimentos do Hran e aumentamos em 30% a nossa demanda geral. Os leitos de observação tornaram os serviços mais ágeis e os pacientes menos graves ficam em seu devido lugar, sem ocupar leitos de gestantes em pré-parto”, ressaltou Andréia Araújo.

 

O Hmib faz, em média, cerca de 300 partos por mês, índice que aumentou depois que começou a receber a demanda do Hran. Os atendimentos mensais de ginecologia e obstetrícia no hospital giram em torno de aproximadamente 2 mil pessoas, entre mulheres grávidas e não grávidas.

 

Melhorias

 

Todos os hospitais da Rede Pública de Saúde receberam obras e melhorias estruturais em 2020, entre eles, o Hmib. A unidade passou por pintura em toda a área externa, readequações e manutenções nas redes elétrica, hidráulica e das janelas do espaço onde funcionava o complexo regulador, gestão de leitos e Núcleo de Internação e Alta (NIA).

 

Reabertura dos leitos ocorreu após sete anos de bloqueio por insuficiência de RH – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

“Houve ainda reparos no sistema de ar-condicionado que melhorou o clima interno, além da reestruturação das salas e reformas estruturais no CO para fazer um jardim deambulação e acalmar o coração das pessoas. Queremos melhorar a ambientação tanto para os pacientes como para os servidores”, comentou a RTA de Ginecologia e Obstetrícia do Hmib.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA