Governo do Distrito Federal
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2/12/19 às 19h15 - Atualizado em 3/12/19 às 17h41

Horário estendido completa um mês em funcionamento

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Um mês depois de passarem a atender até as 22 horas, as 19 unidades básicas de saúde começam a perceber aumento da demanda e a receber elogios por terem estendido o horário. O foco inicial era oferecer alternativa de atendimento para aquelas pessoas que não conseguem ir às unidades em horário comercial. Porém, até mesmo aposentados e donas de casa, que teoricamente teriam o dia livre, estão aprovando o terceiro turno.

 

“A gente, que é dona de casa, tem muita coisa para fazer durante o dia, como almoço, limpar casa, levar outros filhos para a escola. Então, a noite é bem mais tranquilo”, comenta Rosicelia Barros, grávida de 31 semanas, em acompanhamento na UBS 7 de Ceilândia.

 

Na mesma unidade dela, o aposentado Nilton Carneiro faz acompanhamento de saúde e foi, pela primeira vez, para uma consulta à noite. “Às vezes a gente sente alguma coisinha, que não precisa ir para hospital e a gente pode vir na UBS, inclusive, à noite agora. Sempre que precisei, fui atendido aqui”, destaca.

 

O atendimento noturno é semelhante ao que é oferecido durante o dia. “É para atender casos como uma otite, uma amigdalite, problemas de saúde que não são emergências, mas incomodam o suficiente para tirar a pessoa de casa e leva-la a procurar um atendimento médico”, destaca a coordenadora de Atenção Primária, Maria Alessio.

 

Cada uma das 19 unidades de horário estendido, assim como as outras que funcionam somente durante o dia, tem vagas para consulta marcada e também agenda aberta, ou seja, atendimento de pacientes que chegam com alguma queixa e são atendidos.

 

“A gente conta com sala de acolhimento, que atende aquelas pessoas em situação aguda e agenda os que podem esperar. Com isso, conseguimos diminuir bastante a quantidade de pessoas que procuram hospitais e são classificados como não urgentes e podem ser atendidos na atenção primária. Assim, desafogamos as emergências dos hospitais e UPAs”, observa Wellington Antônio Silva, gerente da Unidade Básica de Saúde 5 de Taguatinga, a primeira a adotar o horário estendido até 22h.

 

VULNERABILIDADE – Uma das grandes preocupações do horário estendido é com relação à segurança, já que a maioria das unidades básicas de saúde, por regra, ficam em áreas de vulnerabilidade.

 

“Com relação a isso, fizemos contato com a Secretaria de Segurança, para que reforce o policiamento nos arredores das unidades que estenderam o horário. Também estamos tentando aditivo de vigilantes para essas UBS. Assim, estaremos protegendo a população que vai em busca de atendimento e os profissionais que vão embora neste horário”, frisa Maria Alessio.

 

SAÚDE NA HORA – Ampliar o horário de funcionamentos nas unidades básicas é uma ação prevista pelo programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, regido pela Portaria nº 930, de 15 de maio de 2019. O Governo do Distrito Federal assinou um termo de compromisso com o Ministério para aderir ao programa, assumindo metas e indicadores.

 

“Com isso, receberemos uma verba que poderá ser usada para investimentos na Atenção Primária, de acordo com a necessidade. Então, pode ser para reformas, construção de UBS, compra de materiais. Quem decide, é a gestão”, explica Alessio, deixando claro que os recursos não são, necessariamente, para contratação de pessoal.

 

A iniciativa da Secretaria de Saúde pretende organizar o processo de trabalho dentro das equipes de estratégia de saúde da família. A ideia é chegar a uma resolutividade maior, de 85% a 90% dos casos, para que somente os mais graves cheguem às emergências dos hospitais.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde