Governo do Distrito Federal
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9/12/19 às 15h44 - Atualizado em 9/12/19 às 15h44

Horário noturno aumenta número de atendimentos na UBS 5 de Taguatinga

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Daniel Vieira Campos é operador e motorista. Durante o trabalho, sentiu fortes dores na região da coluna. Com hérnia de disco, buscou ajuda em uma unidade de pronto atendimento, onde ficou aguardando por horas. Com o caso classificado como verde, ou seja, sem gravidade, o atendimento acabou demorando já que, naquele dia, a UPA só estava atendendo casos graves. Cansado e com as dores persistentes, o motorista recebeu a sugestão de ir à Unidade Básica de Saúde 5, de Taguatinga, que fica aberta até às 22h. Chegando ao local, Daniel recebeu o atendimento que tanto precisava.

 

“Eu tenho problema na coluna e precisava de um remédio para a dor e resolveram meu problema lá. Eu cheguei quase na hora de fechar”, relatou o paciente.

 

O motorista foi atendido pela equipe da enfermagem da Sala de Acolhimento, que recebe a demanda espontânea da unidade. Conforme os dados de atendimento coletados no sistema, em novembro houve um aumento de 15% no número de pacientes que buscaram a unidade, saindo de 1.536 para 1.777 atendimentos. Desse total, 11% foram no período noturno. Somente a Sala de Acolhimento absorveu 18% da demanda, muitos desses pacientes são oriundos de outras unidades.

 

“Nós recebemos pacientes de diversos locais do DF e entorno e todos são atendidos na nossa Sala de Acolhimento e recebem os encaminhamentos adequados. Com isso, 97% dos casos são resolvidos dentro da própria unidade”, informou o gerente, Wellington Antônio Silva.

 

NOTURNO – Além da UBS 5 de Taguatinga, outras 18 unidades estão de portas abertas até às 22h. Essa é uma ação prevista no programa Saúde na Hora, do Ministério da Saúde, regido pela Portaria nº 930, de 15 de maio de 2019.

 

A iniciativa da Secretaria de Saúde pretende organizar o processo de trabalho dentro das equipes de estratégia de saúde da família. A ideia é chegar a uma resolutividade maior, de 85% a 90% dos casos, para que somente os mais graves cheguem às emergências dos hospitais.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde