Governo do Distrito Federal
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21/11/13 às 18h02 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Hospital do Gama atende 120 casos de incontinência urinária por mês

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Problema é mais frequente nas mulheres


A incontinência urinária, perda involuntária ou incapacidade de controlar a urina, acomete mais mulheres que homens. Segundo o urologista Omar Nayef Fakouri, das 400 consultas realizadas por mês no ambulatório do Hospital do Gama dos diversos tipos de casos clínicos, cerca de 30% são mulheres que buscam tratamento para incontinência urinária.

“Existem dois tipos de incontinência urinária: por esforço ocasionado por movimentos bruscos como tosse, espirro e exercícios físicos, tipo que mais afeta as mulheres, e a incontinência chamada de hiperatividade ou detrusora que ocorre quando a pessoa tem uma vontade intensa de urinar e não consegue segurar o fluxo”, explicou o urologista.

A dona de casa Elizete Cardoso da Cunha, 45 anos, que faz tratamento ginecológico, percebeu que ao limpar a casa ou ao espirrar não consegue segurar a urina. “Achei que era normal, mas me sinto desconfortável com a situação”, afirma.

Conforme Nestor de Castro Filho, médico ginecologista, a doença atinge mais o sexo feminino por que além da uretra existem duas falhas naturais na musculatura do assoalho pélvico. “A mulher difere do homem por que possui nessa área o hiato vaginal e hiato retal, já os homens têm apenas o hiato retal”, esclareceu.

Omar Nayef esclarece que o problema gera desconforto, compromete a qualidade de vida e pode ocasionar infecções urinárias recorrentes. “Por constrangimento ou receio muitos pacientes deixam de procurar ajuda médica e as mulheres, principalmente, acabam convivendo com a situação por vergonha do parceiro, escondem a situação até o caso se tornar mais grave”, ressalta o especialista.

O urologista informa que o tratamento da incontinência urinária depende do caso clínico ou do diagnóstico que é definido através do exame chamado estudo urodinâmico, onde se identifica o tipo da doença. O tratamento pode ser feito por meio de medicamentos, fisioterapia uroginecológica ou procedimento cirúrgico. Para prevenir a doença, a orientação é praticar atividade física regularmente e manter bons hábitos alimentares.

Como procurar o serviço
Para atendimento nos ambulatórios de urologia dos hospitais da SES, o encaminhamento é realizado pelo médico família, pelo clínico geral ou ginecologista. As consultas de primeira vez para a especialidade são marcadas pela unidades básica de saúde de referência dos usuários.

Por Eliane Simeão, da Agência Saúde DF
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(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226