Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
27/08/19 às 19h58 - Atualizado em 28/08/19 às 8h57

Hran comemora Agosto Dourado com música e homenagens

COMPARTILHAR

 

 

A cor dourada se propagou no andar do materno-infantil do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Realizada nesta terça-feira (27), a festa em comemoração ao mês alusivo à amamentação reuniu gestantes, puérperas e mães que acompanham os filhos internados.

 

A comemoração aconteceu ao som de saxofone e violão, tocados pelo dueto da Banda de Música do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Balões dourados, doces, salgados e até cenário para fotos criaram o ambiente propício para acolher mães e acompanhantes.

 

Na abertura do evento, a chefe do Núcleo de Banco de Leite Humano (BLH) do Hran, a enfermeira Soyama Brasileiro, falou sobre a campanha Agosto Dourado e a prática do aleitamento materno. “Estou muito feliz em recebê-los. Esse corpo clínico do Hran é para empoderar vocês, mães e familiares, na amamentação”, afirmou.

 

“A questão do aleitamento materno é uma retórica. Mais do que qualquer outra pessoa, vocês, que estão envolvidos nisso, sabem da importância desse processo e da relação íntima que existe entre mãe e filho, além do empoderamento do pai”, declarou o diretor do Hran, Sócrates Souza Ornelas.

 

PARCEIROS – Servidores do Centro Obstétrico (CO), da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin), Maternidade, BLH, Diretoria Administrativa do Hran, bem como da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Saúde (Ascom/SES) e de representantes da Sala de Apoio à Amamentação do Ministério da Saúde foram reconhecidos por apoiarem o aleitamento materno.

 

A madrinha do BLH do Hran, Keila Aparecida Ramos Lira, 32 anos, também recebeu o reconhecimento. A moradora da Ponte Alta do Gama trouxe os três filhos: Davi, oito anos, Ester, quatro, e Levi, dois. A cabeleireira conta que foi doadora de leite desde o nascimento do primogênito, em Florianópolis.

 

“Com o nascimento da Ester, eu já morava em Brasília e foi quando comecei a doar para o Hran. Assim que descobri a terceira gravidez, estava amamentando e doando. Tive que interromper a doação e continuei a amamentá-la até os cinco meses de gestação do Levi. Por quatro meses, parei de amamentá-la devido a uma contração e só quando ele nasceu, a Ester voltou a mamar”, lembra. Keila contou que a amamentação do mais velho terminou quando ele completou um ano e quatro meses, da filha, até os quatro anos e do mais novo, dois anos e seis meses.

 

Com o reconhecimento em mãos, a enfermeira Mária Araújo, que atua no Serviço de Apoio ao Aleitamento Materno e Desenvolvimento Infantil (SEAMI) do Ministério da Saúde comentou sobre a rede de apoio às mães doadoras e receptoras. “Mais do que um mês dedicado ao tema, quem acredita e valoriza, sonha com o ano da amamentação. Ações como essa realizada no Hran são extremamente motivacionais, pois sabemos das lutas diárias e limitações para oferecer suporte às mães, muitas sem condições de amamentar”, defendeu.

 

LAÇO DOURADO – Foi institucionalizado como o símbolo do incentivo à amamentação. Um lado representa a mãe e a outra parte, a criança. O nó é o pai, a família e a sociedade. As pontas são o futuro: o aleitamento materno exclusivo por seis meses e a amamentação continuada por dois anos ou mais, com a adequada introdução de alimentos e um espaçamento das gestações preferencialmente de três anos ou mais, o que permite à mulher o tempo necessário para assegurar o cuidado da saúde, crescimento e desenvolvimento da criança. A cor faz referência ao leite, alimento considerado padrão ouro para a promoção da saúde infantil.

 

 

Texto: Patrícia Kavamoto

Fotos: Breno Esaki/ Saúde-DF