Governo do Distrito Federal
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6/03/21 às 15h30 - Atualizado em 8/03/21 às 17h12

HRL inaugura sala de vacina dentro da maternidade

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Somente no primeiro dia, 37 recém-nascidos foram vacinados antes da alta médica hospitalar

 

JURANA LOPES E LUIZ FERNANDO CÂNDIDO, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Desde o dia 1º de março, o Hospital da Região Leste (HRL – antigo Hospital Regional do Paranoá) conta com uma sala de vacina que foi inaugurada dentro da maternidade, ampliando a cobertura vacinal da região e proporcionando maior comodidade para as mães, pois seus recém-nascidos já saem do hospital com as primeiras vacinas aplicadas. Somente no primeiro dia de funcionamento, 37 recém-nascidos foram vacinados com a dose da BCG, que protege contra formas graves de tuberculose.

 

Bebês nascidos no HRL já saem do hospital imunizados. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

“Na semana passada nós inauguramos a sala de vacina na UBS 3 do Itapoã, e nessa semana abrimos a Sala de Vacina BCG, aqui no Hospital da Região Leste, que tinha uma demanda muito alta”, informa a superintendente da região de saúde Leste, Raquel Bevilaqua. Segundo ela, desta forma, “conseguiremos ampliar a cobertura vacinal da população. O trabalho está sendo realizado diariamente por nossas equipes e o objetivo é melhorar assistência ao nosso usuário do SUS”.

 

Ao longo da semana, 76 recém-nascidos receberam a vacina BCG, que protege contra as formas graves de tuberculose (miliar e meníngea). A ação segue recomendação do Ministério da Saúde, que orienta que a administração da vacina BCG seja dose única, o mais precocemente possível, de preferência na maternidade, logo após o nascimento.

 

Em uma semana 76 bebês foram imunizados. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Somente no primeiro dia de funcionamento, 37 recém-nascidos foram vacinados com a dose da BCG na maternidade do Hospital da Região Leste. A oferta do serviço também atende ao Plano Integrado para Melhoria do Programa de Imunização do Distrito Federal que prevê a aplicação da BCG em todas as maternidades públicas.

 

Antes da inauguração da sala de vacina dentro da maternidade do HRL, as pacientes precisavam procurar uma das unidades básicas de saúde (UBS) de referência para vacinar seus recém-nascidos no prazo máximo de sete dias. No local, também é aplicada a primeira dose da vacina contra hepatite B.

 

O pequeno Gabriel recebeu a dose da BCG no HRL. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Júlia Carvalho, de 16 anos, mãe do pequeno Gabriel, nascido há quatro dias, gostou do serviço ofertado dentro da maternidade. “É algo que facilita muito para nós, que estamos de resguardo e fragilizadas para ter que sair de casa atrás de vacina”, avalia.

 

As servidoras que trabalham na sala de vacina da maternidade, Maura Dutra e Roberta Almeida, ambas técnicas de enfermagem, realizaram treinamento teórico pela plataforma Google Meet e treinamento prático por uma semana, tendo em vista que a BCG é uma vacina intradérmica e exige uma técnica diferente durante a aplicação. Além disso, elas que organizam a vacinação dos bebês.

 

“Todo dia cedinho fazemos o levantamento dos bebês que nasceram na tarde e noite anterior. Então, toda manhã vamos às enfermarias e aplicamos a vacina BCG, tendo em vista que cada frasco disponibiliza até 20 doses e o tempo de duração máxima é de 6h. Por isso, fazemos logo cedo em todos os bebês. Já a vacina contra hepatite B é feita dentro do Centro Obstétrico, na hora em que o bebê nasce”, explica Roberta.

 

Comodidade

 

O diretor do HRL, João Marcos de Meneses, explica que o serviço faz parte do Plano Nacional de Imunização (PNI) e o hospital oferece mais esse conforto e essa segurança para o seu usuário. “A criança já sai imunizada. Sabemos que a vacinação é uma das principais medidas de saúde pública e que mais interferiram na mortalidade infantil mundial. Estamos tentando propiciar e melhorar esse atendimento à nossa população”, afirma o diretor.

 

Vacina dentro da maternidade oferece maior conforto para famílias. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Everaldo de Oliveira Batista, de 34 anos, estava no corredor esperando ser chamado para vacinar João Gabriel. O filho nasceu há três dias e está recebendo atendimento na Unidade de Cuidados Neonatal (Ucin) com banho de luz. Enquanto Everaldo levava o filho, a esposa Elenice Fernandes, de 30 anos, aguardava em seu leito.

 

“Eu acho muito importante a sala de vacina dentro da maternidade. Muitas vezes a criança precisa passar sete ou oito dias tomando banho de luz. Já fica imunizada e não precisa sair para ir ao centro de saúde. Sendo disponibilizada aqui, mais próximo, melhor”, afirmou Everaldo.

 

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