Governo do Distrito Federal
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6/06/20 às 10h00 - Atualizado em 6/06/20 às 10h02

HUB realiza primeira captação múltipla de órgãos para transplante

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Foram captados coração, fígado, rins e córneas de doador falecido. Procedimento é inédito no hospital

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Na última quarta-feira (3) foi realizado algo inédito no Hospital Universitário de Brasília (HUB): a primeira captação de vários órgãos de um mesmo paciente falecido. Desde outubro do ano passado, a equipe do HUB já realizava a captação de rim de doador falecido em outros hospitais.

 

Dessa vez, a captação foi feita no hospital e além dos rins, foram captados coração, fígado e córneas, com o apoio de profissionais do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).

 

“Foi um trabalho em conjunto de alta eficiência em prol dos pacientes que aguardam por um transplante. Mobilizamos as equipes que realizam a captação de coração e fígado, do ICDF e graças ao trabalho em conjunto e da união, obtivemos sucesso”, avalia o diretor-geral do Complexo Regulador de Saúde, Petrus Sanchez.

 

A captação de coração no Distrito Federal, por exemplo, antes era realizada apenas no Instituto de Cardiologia (ICDF). “Poder contar com a estrutura do HUB para captação e saber que temos mais um parceiro é um alívio para o sistema”, afirma a diretora da Central Estadual de Transplante no Distrito Federal, Joseane Vasconcellos.

 

 

Segundo Petrus, a captação de órgãos no HUB ocorreu após uma mediação entre o Complexo Regulador de Saúde e a Central Estadual de Transplante no DF.

 

“O processo envolveu várias equipes do hospital e todos participaram com muita vontade e coragem para vencer o desafio”, explica o chefe da Unidade de Transplante do HUB, Rômulo Maroccolo.

 

RESULTADOS – Os órgãos captados devem beneficiar até seis pessoas e foram destinados aos pacientes selecionados, de acordo com a lista nacional e perfil para cada órgão. Coração e fígado já estão funcionando em outras pessoas.

Os rins e as córneas também foram encaminhados para transplante. Além da parte relacionada à captação e implante dos órgãos, a Central Estadual de Transplante é responsável por conversar com as famílias sobre a possibilidade da doação nos casos de morte encefálica.

 

“Trabalhamos com muita sensibilidade e transparência, é a família que permite que todo o processo aconteça e vidas sejam salvas”, garante a diretora da Central de Transplante, Joseane Vasconcellos.

 

TRANSPLANTE – Atualmente, o HUB realiza transplante de rim e córnea. O serviço foi inaugurado em 2006 com o transplante renal. Ao todo, já foram feitas 318 cirurgias. Em 2008, o hospital passou a realizar também o transplante de córnea e já fez 756 procedimentos.