Governo do Distrito Federal
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7/10/13 às 13h41 - Atualizado em 30/10/18 às 15h08

I Sensibilização em hanseníase para as equipes de Estratégia Saúde da Família

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Promoção da Atenção Básica do Gama é voltada para os profissionais de Enfermagem

 

A Regional de Saúde do Gama promove a primeira sensibilização para atender a pacientes com suspeita de hanseníase. O evento, programado para os dias 08 e 10 de outubro, no horário de 14h às 17h, no auditório da Residência Médica do HRG, é voltada para os profissionais de enfermagem das equipes de saúde da atenção básica. A realização é da Gerência de Políticas e Programas de Atenção Integral à Saúde nos Ciclos de Vida e outros programas estratégicos da atenção primária da regional.

De acordo com a gerente, enfermeira Anny Will Gutzeit Scarpin, o objetivo do curso é capacitar os enfermeiros e auxiliares de enfermagem para acolher corretamente aos  pacientes com suspeita  de ter a doença. “Na sensibilização, os profissionais aprenderão os conteúdos técnicos sobre o modo de transmissão, formas da doença, diagnóstico, tratamento e orientações para o autocuidado”, ela informou.

Responsável pelas aulas, a enfermeira Rosalia Farias Durães informa que a hanseníase é uma doença infecto contagiosa, crônica e endêmica no Brasil. “Segundo os dados da Gerência de Doenças Crônicas e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Saúde, neste ano, no Distrito Federal, 138 pessoas foram detectadas com a doença, sendo Ceilândia a região administrativa com maior índice de hanseníase, com 29 casos. No Gama, a população é de cerca de 140 mil habitantes e temos uma prevalência de sete a dez casos na Regional, em todo o  DF,  essa prevalência é de cinco casos por 100 mil habitantes”, esclareceu a enfermeira.

Rosalia explica que qualquer mancha na pele com sensibilidade comprometida (dormência) deve ser avaliada na unidade de atenção básica, pois o quanto antes a doença for detectada melhor o prognóstico. “O tratamento dura em média de seis meses a um ano e as equipes da atenção básica devem estar qualificadas para a abordagem adequada ao paciente com suspeita de hanseníase”. A enfermeira acrescenta ainda que o diagnóstico precoce, o tratamento e a prevenção são ações prioritárias para evitar a transmissão da doença, bem como para reduzir as incapacidades,  as deformidades físicas e danos psíquicos.

“A hanseníase representa um grave problema de saúde pública no País, além de causar o isolamento do doente devido ao preconceito da sociedade em relação às deformidades. Os profissionais de saúde devem desconstruir o medo e a discriminação para o bem-estar do paciente”, completou Rosália.

Eliane Simeão