Governo do Distrito Federal
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30/06/16 às 19h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h15

Lacen-DF é premiado no 1° Congresso de Infectologia do Centro-Oeste

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Evento ocorreu em Goiânia e contou com a presença de renomados profissionais da área

BRASÍLIA (30/06/16) – Dois trabalhos apresentados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) foram premiados, com o terceiro lugar e uma menção honrosa, durante o 1º Congresso de Infectologia do Centro Oeste, ocorrido de 23 a 25 de junho, em Goiânia. Mais de 300 trabalhos foram submetidos ao Congresso, mas apenas 83 foram aprovados e fizeram a  apresentação para um público formado por médicos, farmacêuticos,biomédicos e profissionais de saúde.

Tanto o trabalho “Caracterização fenotípica e genotípica de cepas de Klebsiella pneumoniae positivas para o gene blaNDM isoladas nos hospitais de Brasília-DF”, que recebeu o terceiro lugar na premiação, quanto o “Meningite fatal causada por Prevotella loescheii: um relato de caso”, que recebeu a menção honrosa, foram elaborados em parceria com profissionais de outros órgãos, como UnB e ESCS-FEPECS, e também com profissionais que atuam nos hospitais públicos e privados.

O servidor Celio de Faria Junior, responsável pelo Programa de Resistência Bacteriana do Lacen-DF, e que participou diretamente da elaboração dos dois trabalhos apresentados no Congresso, destaca a importância dos estudos e análises realizados pelo Programa de Resistência Bacteriana do Lacen-DF.
“O Programa de Resistência Bacteriana do Lacen-DF, em apenas 3 anos de implantação, já produziu muitas informações importantes tanto para o Distrito Federal como para o Brasil. Esse programa foi indispensável na investigação de surtos hospitalares, no Plano de Enfrentamento da Resistência Bacteriana do DF e também na detecção de cepas produtoras de carbapenemases (KPC, NDM e outras) que se tornaram alvo de preocupação nos serviços de saúde em várias partes do mundo”, disse Faria Junior

As atividades realizadas pelo Programa de Resistência Bacteriana estão sendo reconhecidas pelo governo do DF e a nível nacional. Em 2013, o Lacen-DF foi reconhecido como um laboratório de referência em resistência bacteriana para oito unidades federativas (Distrito Federal, Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Pará, Rondônia e Roraima).

Celio ainda reforça que as ações do Lacen-DF vão de encontro ao plano global de combate a resistência bacteriana, iniciado pela Organização Mundial de Saúde e, no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde.

“Resistência bacteriana tornou-se um grave problema de saúde pública. Segundo uma projeção de Jim O'Neill, economista americano criador do acrônimo BRICs, a partir de 2050 as infecções por bactérias multirresistentes podem matar 10 milhões de pessoas por ano (mais do que as mortes provocadas pelo câncer) e as perdas econômicas seriam de US$ 100 trilhões, de 2014 a 2050. No enfrentamento desse problema, os laboratórios de microbiologia especializada são fundamentais. Nesse contexto, o Lacen-DF procura estudar essas bactérias multirresistentes e assim buscar melhores formas de combatê-las”, destacou Célio.

Outros programas do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF também têm se destacado na implementação de novas metodologias para o diagnóstico mais rápido e preciso de determinadas doenças. O Programa de Meningite Bacteriana, por exemplo, está em fase final de padronização e implementação do exame de PCR em tempo real para o diagnóstico de agentes bacterianos causadores de meningite. Isso contribui para um mapeamento desses microrganismos no DF e colabora na avaliação da situação vacinal da população.