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17/04/19 às 11h04 - Atualizado em 17/04/19 às 11h04

Médica da UBS 1 do Itapuã cria cantinho da criança

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 Iniciativa tem cunho pedagógico e acolhe os pequenos durante as consultas

 

Com a finalidade de ocupar as crianças e interagir melhor com as mães durante as consultas, a médica Pedrita Cunha, 48 anos, criou o ‘cantinho da criança’ dentro do próprio consultório de 8 m². O espaço, além de oferecer distração e diversão aos pequenos, cumpre o objetivo principal, que é observar o desenvolvimento neuropsicomotor daquelas com um mês a dois anos de idade.

 

A ideia surgiu da necessidade de acalmar as crianças, durante as consultas, e ainda fazer a avaliação do seu desenvolvimento. A montagem do ‘cantinho’ contou com o apoio da fonoaudióloga da UBS 1, Alessandra Ávila Correia. “Ela ajudou a criar os instrumentos para acompanhar o desenvolvimento neuropsicomotor das crianças, conforme a idade”, esclarece a médica.

 

O espaço foi preparado em fevereiro e virou a sensação da UBS. “Antes, eu tinha muita dificuldade em controlá-las”, recorda Pedrita. Mas os brinquedos pedagógicos conseguem aquietar seus ânimos. O ‘cantinho’ e os brinquedos pedagógicos seguem os padrões definidos no Cartão da Criança, que relaciona as habilidades a serem desenvolvidas conforme a idade.

 

COMPROMISSO – Especialista em medicina de família e comunidade pela Universidade de Brasília (UnB), Pedrita Cunha está nos quadros da Secretaria de Saúde desde 2006, sempre atuando como médica de família e comunidade. Ela atende na UBS 1 do Itapoã de segunda a sexta-feira, principalmente à tarde.

 

Pensando em melhorar a oferta de atividades para os meninos e meninas que buscam seu consultório, a médica pretende, agora, incrementar o ‘cantinho’ colocando papel contact preto na parede para as crianças usarem como quadro negro, riscando com giz colorido.

 

EXPERIÊNCIA – Mãe de duas meninas, Helena, 13 anos, e Heloisa, de 11, com base na própria história, Pedrita se preocupou em ajudar as mães que chegam à UBS com os filhos para as consultas e não tinham, antes, com quem deixá-los. “Elas não sabiam o que fazer. Dentro do consultório, uma criança pequena, com dois, três anos e até mais, dificilmente fica quietinha durante 15 a 20 minutos, o tempo de duração da consulta”, justifica.

 

“A experiência mostra que uma criança é naturalmente curiosa e, se não tiver algo que prenda sua atenção, vai andar pelo consultório, mexer nas gavetas, querer subir na maca e buscar a atenção da mãe. Daí surgiu a ideia do cantinho”, acrescentou Pedrita

 

Diariamente, a médica atende à demanda programada das crianças, acompanhando seu crescimento e desenvolvimento, além de receber os pacientes da procura espontânea, como os casos das doenças respiratórias, comuns nesta época do ano.

 

 

Luciene de Assis, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF