Governo do Distrito Federal
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7/11/13 às 19h58 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Médicos da rede pública são capacitados no atendimento a casos de epilepsia

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Doença atinge 40 mil pessoas no DF

 

Médicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, nas especialidades de Pediatria e Clínica Médica, estão participando de capacitação (matriciamento) voltada para o atendimento a pacientes epilépticos. O treinamento faz parte do Plano de Ação para Epilepsia nas Américas, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS), Liga Internacional de Combate a Epilepsia (ILAE) e Bureau Internacional para Epilepsia (IBE).

As práticas são coordenadas pelos neurologistas do Hospital de Base do DF que realizam cursos de capacitação para atendimento dos casos de epilepsia em todas as regionais de saúde. O neurologista Wagner Afonso Teixeira destaca que a intenção do matriciamento é, durante cinco meses, capacitar profissionais que lidam diariamente com pessoas diagnosticadas com epilepsia, já que o número de pacientes só vem aumentando.

“Há uma necessidade de aumentar o número de profissionais de outras áreas importantes para trabalharem em prol da assistência aos pacientes. A epilepsia ocorre em cerca de 1,8% na população brasileira e 1 % a 2% na população do DF, o que significa 40 mil pessoas com epilepsia no DF. Por isso, precisamos que vários profissionais de outras áreas estejam treinados”, informa o neurologista Wagner Teixeira.

Os cursos com aulas teóricas e práticas já foram realizados na regional de Santa Maria e estão na faseprática na regional do Gama, com atividades às sextas-feiras, no ambulatório da Neurologia. “No Gama, já estamos na fase prática, lidando com os profissionais e pacientes, no dia-a-dia no “, ressalta Wagner Afonso.

O Centro de Epilepsia do Hospital de Base é referência no atendimento de casos de epilepsia, atende pacientes com consultas, exames e medicações. A rede pública do DF recebe cerca de 50 pessoas diariamente que sofrem de epilepsia nos ambulatórios de Neurologia.

“Alguns casos são altamente tratáveis com uso correto da medicação. 70 a 80% dos pacientes vivem normalmente e tem o controle da epilepsia com o uso de remédios, por isso o diagnóstico precoce ajuda no melhor tratamento”, acrescenta o neurologista Pedro de Oliveira.

Outras metas 
Outro objetivo das ações é que sejam implementadas, até o início do ano que vem, cirurgias nos casos mais graves da doença. “em alguns casos mesmo com medicação a pessoa volta a ter crises. Esses casos precisam de procedimentos diferenciados”, acrescenta o especialista Pedro de Oliveira.

Para o especialista Wagner Afonso, o tratamento cirúrgico de pacientes epilépticos é hoje um procedimento seguro e com resultados eficientes. Um exemplo mais frequente é a Esclerose Mesial Temporal, em que entre 80% e 90% dos pacientes evoluem para a cura total.

Serviço
As consultas podem ser realizadas também nos hospitais regionais da Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho, Gama, Planaltina e Santa Maria. O paciente atendido pela primeira vez no ambulatório do Hospital de Base poderá marcar uma consulta para a Unidade de Neurologia, pelo sistema de regulação do hospital. Os encaminhamentos devem ser feitos com o pedido de especialidade de neurologia.

Causas
Epilepsia é uma descarga elétrica excessiva que ocorre no cérebro e pode ser desencadeada por diversas causas: genéticas, tumores, lesões ou traumas no cérebro. O uso de bebidas alcoólicas, drogas, e febres podem desencadear crises em pessoas epiléticas.

Precauções
As pessoas que tem epilepsia devem evitar privações de sono, buscar um sono regular. Tomar medicações corretamente e somente com pedido médico. E evitar bebidas alcoólicas e situações de estresse.

Ações
As ações na SES/DF no tratamento e cura da epilepsia estão em acordo com a política de atendimento e diagnóstico da doença nas redes de atenção básica, secundária e terciária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS), pela Liga Internacional de Combate contra a Epilepsia (ILAE) e pelo Bureau Internacional para Epilepsia (IBE) que implementou em 2011 o 'Plano de Ação para Epilepsia nasAméricas'.

Por Alessandra Franco, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa
(61) 33482547/2539 e 9862-9226