Governo do Distrito Federal
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16/12/19 às 12h43 - Atualizado em 18/12/19 às 17h54

Melhorias na Região de Saúde Sul beneficiam a população

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Vínculos consolidados e estruturas revitalizadas agradam a todos

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

As adequações e revitalizações nas estruturas da Região de Saúde Sul trouxeram melhorias e avanços para as unidades públicas de saúde. Mas o vínculo entre profissionais de saúde e pacientes são as maiores conquistas da região de saúde.

 

A população da Região de Saúde Sul é estimada em 300 mil pessoas, sendo 139 mil na região administrativa de Santa Maria e 163 mil na região administrativa do Gama.  “Ao chegar à Região de Saúde Sul, recebi a missão de resgatar o valor dos nossos servidores e de organizar os fluxos e demandas originadas da comunidade por meio das reivindicações dos seus representantes nos conselhos de saúde locais”, revela o superintendente da região, Lucimir Henrique Pessoa.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

A população assistida na região é atendida por dois hospitais, o Hospital Regional do Gama (HRG) e o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), este último gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

 

O Hospital Regional do Gama, há mais de cinco décadas atendendo à população da cidade, recebe uma média de 800 pacientes diariamente. Das especialidades disponíveis na Emergência (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ortopedia, Pediatria, Cardiologia, Neurologia, e Ginecologia e Obstetrícia), as mais procuradas são a Clínica Médica e a Ortopedia.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

INFRAESTRUTURA – Com o objetivo de melhorar o atendimento aos usuários desta região, a Secretaria de Saúde priorizou transformações na estrutura física do HRG. As manutenções prediais de emergência foram realizadas em ritmo acelerado.

 

Ocorreu a troca de telhas e substituição da manta de impermeabilização nos pontos mais críticos do hospital, como na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no Centro Cirúrgico.

 

“As melhorias mudaram o aspecto estético do Centro Cirúrgico. O ambiente ficou mais funcional, iluminado e com instalações mais adequadas para o repouso dos profissionais. Com a melhoria do ambiente podemos prestar uma melhor assistência ao paciente. A equipe se sente mais segura e o paciente ganha muitos benefícios, como o risco menor de infecção”, destaca a enfermeira do Centro Cirúrgico, Priscila de Matos.

 

Depois de 20 anos desativadas, as duas caixas d’água do hospital foram demolidas. As estruturas de mais de 50 anos serão substituídas por um reservatório mais moderno, prático e fácil de limpar.

 

Também foram revitalizadas as duas enfermarias, a Radiologia, os corredores centrais e o laboratório da unidade.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

LABORATÓRIO – O Hospital Regional do Gama ganhou um novo Laboratório de Patologia Clínica. O espaço foi revitalizado e ampliado. Além disso, os pacientes também têm acesso aos resultados dos exames pela internet, com o Wi-fi social instalado no local. O laboratório da unidade realiza, em média, 100 mil exames de rotina por mês.

 

Ainda no laboratório foram providenciados a troca do piso, nova pintura, reparos nas redes elétrica e hidráulica. Também foi feita a ampliação das instalações, foi criada uma nova sala de curva glicêmica, a recepção foi ampliada e recebeu uma rampa de acesso para cadeirantes.

 

As bancadas antigas de madeira foram substituídas por novas e foram instalados novos boxes para coleta de sangue. Todos os vasos sanitários e torneiras também foram trocados e um corredor inteiro foi aberto para melhorar o fluxo entre pacientes e profissionais de saúde.

 

“A última reforma realizada no laboratório foi há mais de sete anos. Não havia passagem para os pacientes. Antes, eles tinham de passar pela área técnica, circulando por todo o laboratório, o que é totalmente contra as normas da Vigilância Sanitária. Agora, temos uma outra área de circulação, novos espaços e melhorias. Com isso, profissionais e pacientes ganharam um laboratório de alto padrão”, destaca o chefe de laboratório, Rivaldo Corcino.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

As melhorias da estrutura física na região de saúde também foram realizadas em outras unidades de saúde.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 8 de Santa Maria, por exemplo, passou por uma grande transformação. O prédio foi totalmente reestruturado. Antes, era um galpão com salas improvisadas. Agora, dispõe de uma estrutura com duas salas de acolhimento, dois consultórios médicos, consultório de Enfermagem, sala para os Agentes Comunitário de Saúde, Sala de Procedimentos (curativos), Central de Material Esterilizado, dispensação de material de limpeza, copa e cinco banheiros.

 

ASSISTÊNCIA – A Região de Saúde Sul também é assistida por duas policlínicas, uma em Santa Maria e a outra no Gama. Ao todo, a região é servida por 20 unidades básicas de saúde, sendo sete em Santa Maria, 11 no Gama e duas UBS em unidade prisional. Das 20 unidades, duas atendem com horário ampliado até as 22 horas.

 

Na região, 67 Equipes de Saúde da Família atendem no Gama e em Santa Maria. A cobertura chega a 90% no Gama e 75% em Santa Maria.

 

Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

Com a preocupação na busca de melhorias no atendimento, a Região de Saúde Sul melhorou o fluxo de atendimentos com oito novas salas de acolhimento nas UBS de Santa Maria e do Gama, que ganharam enfermeiros e técnicos de Enfermagem. As salas de acolhimento garantem a solução da maior parte dos atendimentos da demanda espontânea.

 

“Somos uma região comprometida com os nossos usuários. Em novembro, abrimos salas de acolhimento, ampliamos o horário em duas UBS, abrimos dispensação de medicamentos sob controle especial em mais duas farmácias no Gama. Tudo isso para oferecer maior acesso aos nossos usuários. Estamos trabalhando para oferecer melhores condições de trabalho aos nossos servidores e qualificando nossa oferta de serviços”, destaca a diretora da Atenção Primária, Regiane Costa.

 

Foto: Divulgação/Saúde-DF

Na UBS 1 de Santa Maria foi inaugurada uma Geladeira Literária com o objetivo de disseminar a prática da leitura e proporcionar o acesso a livros para os usuários da UBS. Com a geladeira literária, a unidade oferece a oportunidade de leitura em ambiente público ao paciente que aguarda pela consulta.

 

Na unidade também foi criado o Grupo de Artesanato para pacientes que fazem uso de medicação sob controle especial. A iniciativa visa a desenvolver atividades como a confecção de diversos artesanatos. Durante as atividades, os participantes recebem orientações em saúde, troca de receitas, aferição da pressão arterial e da glicemia.

 

VÍNCULOS – A busca por qualidade nos serviços, com maior acolhimento e opções de ações educativas e trabalhos em grupos, vem ampliando o vínculo entre os profissionais de saúde e os pacientes.

 

É o que acontece no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria. O Caps AD é um serviço público de saúde que atende pessoas a partir dos 16 anos de idade que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente do uso de álcool e outras drogas.

 

Em Santa Maria, o centro é uma referência na busca de terapias para a saúde mental da população da Região de Saúde, realizando e apoiando trabalhos em grupo que vêm trazendo resultados exitosos.

 

Um dos grupos de apoio do Caps AD já recebeu a premiação como prática exitosa da Rede de Atenção Psicossocial no Distrito Federal (Raps-DF) durante o Seminário Internacional do Observatório de Saúde Mental da Universidade de Brasília (UnB).

 

O Grupo de Corrida Pé na Estrada do Caps AD Flor de Lótus, terapia esportiva que busca qualidade na saúde mental dos pacientes, ficou em primeiro lugar como projeto inovador.

 

Foto: Divulgação/Saúde-DF

O corredor e paciente do Caps Flor de Lótus, Carlos Edson Medeiros, 42 anos, passou por uma fase difícil na vida. Os sentimentos e as emoções não eram controladas. Ele entrou numa depressão profunda e buscou refúgio nas drogas. Fez uso de entorpecentes por um ano.

 

No Caps AD Flor de Lótus, Carlos Edson encontrou assistência para tratamento e cuidados específicos para a saúde mental.

 

“Sempre gostei de esportes e somar atividade esportiva com terapia foi um resgate na minha vida. No grupo eu posso me expressar, mostrando que é possível vencer a dependência química com atividade física”, pontua Carlos Edson.

 

Pacientes e servidores participam das atividades do Flor de Lótus. Uma vez por semana, eles correm, fazem um lanche coletivo, conversam e, assim, o vínculo entre pacientes e profissionais de saúde só aumenta, trazendo mais qualidade e melhores resultados às terapias.

 

“O trabalho em grupo motiva os pacientes, mostrando que a dependência pode ser superada. São muitos os benefícios da corrida para a saúde física e mental. Há uma diminuição na ansiedade e aumenta o vínculo entre profissionais e pacientes”, ressalta o psicólogo Thialles Felipe Lima.

 

Nivania Ramos, da Agência Saúde