Governo do Distrito Federal
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15/02/21 às 21h20 - Atualizado em 17/06/21 às 14h30

Meningite

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A doença

 

Meningite é o nome dado às infecções que atingem as membranas as quais revestem o cérebro e a medula espinhal, chamadas de meninges. É causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, fungos, vírus e alguns parasitas. Seja qual for o causador, todas as meningites são de notificação compulsória. Além disso, a doença é considerada endêmica, ou seja, os casos ocorrem durante todo o ano.

 

Por isso, a Secretaria de Saúde alerta a população a buscar a principal forma de prevenir a meningite, que é a vacinação. Felizmente, as vacinas contra os principais tipos da doença estão disponíveis na rotina de todas as unidades básicas de saúde (UBS) do Distrito Federal.

 

Prevenção

 

Existem várias vacinas do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde que protegem contra diversos tipos de meningites. Cinco delas estão disponíveis na rede pública de saúde do DF e são administradas conforme a situação do paciente. Confira:

 

– Vacina meningocócica C conjugada: protege contra a doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis sorogrupo C. O esquema vacinal são duas doses, aos três e cinco meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. As crianças devem receber uma dose de reforço aos 12 meses de idade. Adolescentes de 11 e 12 anos recebem um reforço ou dose única (a depender da situação vacinal encontrada) com a vacina meningocócica ACWY.

 

– Vacina pneumocócica conjugada 10 valente: protege contra as doenças invasivas causadas pela bactéria Streptococcos pneumoniae, incluindo meningite. O esquema vacinal são duas doses aos dois e quatro meses de idade, com intervalo de 60 dias entre elas, em crianças menores de um ano de idade e um reforço, preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrado até os quatro anos de idade.

 

– Vacina pentavalente: protege contra doenças invasivas causadas pela bactéria Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. O esquema é feito com três doses – aos dois, quatro e seis meses de vida; primeiro reforço aos 15 meses com a vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) e o segundo reforço aos quatro anos, também com a vacina DTP. Na rotina dos serviços a vacina é disponibilizada para crianças até seis anos, 11 meses e 29 dias ainda não vacinadas.

 

– Vacina BCG: protege contra as formas graves de tuberculose, inclusive a meningite tuberculose. O esquema é dose única, o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade. Pode ser feita até quatros anos de idade, 11 meses e 29 dias, em crianças não vacinadas oportunamente.

 

– Vacina tríplice viral: protege contra as meningites causadas pelo vírus da caxumba, sarampo e rubéola, como complicação dessas doenças. O esquema básico é: 1ª dose aos 12 meses e 2ª dose aos 15 meses (tríplice viral+varicela ou tetra viral, quando disponível). Indivíduos de um a 29 anos precisam ter duas doses da tríplice viral e de 30 a 59 anos, pelo menos uma dose.

 

Vacina Meningocócia ACWY: o Ministério da Saúde incorporou ao Calendário Nacional de Vacinação a vacina meningocócica ACWY. Ela está disponível em todas as salas de vacina para adolescentes de 11 e 12 anos. Devem receber uma dose todos os indivíduos nessas faixas etárias como reforço ou como dose única, a depender da situação vacinal encontrada. Mesmo que o adolescente tenha recebido a vacina meningocócica C, ele deverá receber a meningocócica ACWY, com intervalo mínimo de 30 dias entre a doses

 

Meningites bacterianas

 

As meningites bacterianas costumam apresentar um quadro clínico mais grave e podem ser fatais. Agentes bacterianos, tais como o meningococo (Neisseria meningitidis), pneumococo, Haemophilus e tuberculose, são exemplos conhecidos e para os quais há vacinas disponíveis.

 

Os agentes etiológicos (que causam a meningite) de maior importância em saúde pública são o Streptococcos pneumoniae, Neiseria meningitidis e Haemophilus Influenzae.

 

Nos casos de doença meningocócica e meningite por Haemophilus Influenzae tipo B, faz-se necessária a realização de quimioprofilaxia para os contatos íntimos, com a administração de antibióticos para eliminar o estado de portador assintomático e evitar o surgimento de novos casos.

Nessas situações, a Vigilância Epidemiológica realiza investigação e avaliação para identificar os contatos e administrar a medicação de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.

 

Sintomas

 

A arte a seguir destaca os sintomas que podem surgir:

 

 

Transmissão

 

A transmissão das formas bacterianas é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções da nasofaringe. Para os demais agentes etiológicos, como os vírus, pode ocorrer transmissão pessoa a pessoa e também fecal-oral.

 

Medidas preventivas

 

Além de manter atualizado o cartão de vacinação, são necessárias outras medidas de prevenção contra a meningite. Entre elas:

 

– manter todos ambientes arejados e bem ventilados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e transporte coletivo;
– lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool gel;
– manter higiene rigorosa dos utensílios domésticos;
– evitar transitar com crianças em ambientes fechados e mal ventilados;
– não compartilhar objetos de uso pessoal;
– cobrir a boca ao tossir e espirrar;
– evitar contato direto à exposição de gotículas respiratórias e saliva de doentes.

 

Texto: Leandro Cipriano/Arquivo SES

Edição: Johnny Braga

Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Artes: Rafael Ottoni/Arquivo SES