Governo do Distrito Federal
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19/03/14 às 11h28 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde habilita hospitais como Centros de Atendimento de Urgência em AVC

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Quatro unidades do DF são classificadas

O Ministério da Saúde (MS) habilitou, no último dia 14, o Hospital de Base, além dos Hospitais Regionais do Gama (HRG), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) como Centros de Atendimento de Urgência aos Pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). Conhecido como derrame, o AVC mata 68 mil brasileiros a cada ano e é primeira causa de morte no país. Somente a rede pública de saúde do DF atende, em média, 170 pessoas vítimas da doença todos os meses.

O Hospital de Base foi habilitado como Centro de Atendimento de Urgência Tipo III, considerado o grau máximo. Para atingir essa classificação, o estabelecimento hospitalar deve cumprir diversos requisitos, conforme a Portaria nº665, de 12 de abril de 2012. Segundo o texto, o hospital também deve dispor de uma Unidade de Cuidado Integral ao AVC (U-AVC Integral), que inclui a Unidade de Cuidado Agudo ao AVC. É necessário possuir, no mínimo, 10 leitos e objetivar o atendimento da totalidade dos casos de AVC agudo admitidos na instituição, exceto aqueles que necessitarem de terapia intensiva e aqueles para os quais for definido por suporte com cuidados paliativos. O HRG, o HRS e o HRT foram classificados pelo MS como Tipo I.

A doença

Dados da Organização Mundial de AVC revelam que a cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, uma pessoa morre de AVC e a cada seis indivíduos, um vai desenvolver a doença ao longo da vida. Até 80% dos casos podem estar relacionados à falta de controle da pressão arterial. “Os sintomas do AVC possuem geralmente um início abrupto, súbito”, comenta o chefe da Neurologia do HBDF, André Gustavo F. Ferreira. Segundo o neurologista, os mais comuns são dificuldade para falar, dor de cabeça intensa, dificuldade para enxergar, tontura, perda de força em um dos lados do corpo e em um dos lados da face.

Havendo o reconhecimento precoce desses primeiros sinais, o SAMU (192) deve ser imediatamente acionado, a fim de impedir ou minimizar as sequelas. É preciso agir antes de quatro horas, pois após esse período, o paciente perdeu a janela de tratamento.

Existem dois tipos de AVC, o isquêmico, com obstrução de um vaso sanguíneo que leva à diminuição da circulação em determinada região do cérebro, e o hemorrágico, em que acontece a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramento. “Quanto mais rápido o diagnóstico e quanto mais cedo é instituída a terapêutica indicada, maior a chance de o paciente apresentar menos sequelas, sobretudo no AVC isquêmico”, alerta André.

A prevenção do AVC deve ser focada em três medidas. A primeira é manter hábitos saudáveis como a prática regular de exercícios físicos, possuir uma dieta equilibrada, evitar a obesidade, não fumar e nem beber. A segunda está relacionada à prevenção. “Devemos realizar exames periódicos para identificar alterações nas taxas de glicose, nos níveis pressóricos e nos níveis de colesterol”, diz o especialista. A terceira se refere a tratar de forma adequada o diabetes, a hipertensão arterial e as alterações no nível de colesterol.