Governo do Distrito Federal
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14/10/16 às 19h38 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Atendimento do Samu

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BRASÍLIA (14/10/16) – Para corrigir distorções e equívocos do noticiário que vem sendo divulgado acerca do falecimento do paciente A.P.F., o gerente do Serviço Móvel de Urgência (Samu), Rafael Vinhal, esclarece:

Este Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, na pessoa do médico Rafael Vinhal da Costa, gerente de apoio, vem prestar os seguintes esclarecimentos sobre o plantão do dia 12/10/2016 e a transferência inter-hospitalar do paciente A.P.F:

1. O paciente encontrava-se na sala vermelha do Hospital Regional de Planaltina (HRPL), recebendo ali todo o tratamento intensivo equivalente ao que receberia numa Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). As salas vermelhas são equipadas para, temporariamente, prestar assistência intensiva semelhante à das UTIs.

2. Tratava-se de paciente grave, com cirrose, anemia, ascite, insuficiência renal e pneumonia, em uso de antibióticos. Estava hemodinamicamente instável, mantendo-se hipotensivo com o uso de drogas vasoativas. A literatura refere o maior risco de transporte de pacientes com uso de drogas vasoativas.

3. Na noite do dia 12 de outubro, a transferência de APF iniciou-se às 21 horas. O paciente chegou com vida à UTI do Hospital São Mateus. Frise-se que durante todo esse período ele recebeu o mesmo cuidado intensivo que receberia na UTI. Logo mais tarde, porém, devido à gravidade do quadro e à instabilidade hemodinâmica, seu quadro evoluiu para parada cardiorrespiratória e óbido.

4. Durante todo o dia, uma série de atendimentos primários e secundários foram realizados pelas equipes do Samu. O Samu é um serviço de Atendimento Pré-Hospitalar – APH –, regido pela portaria GM/MS no 1.010/2012. Deve, obrigatoriamente, priorizar os atendimentos primários em domicílio. Dada essa prioridade, as unidades realizam as transferências inter-hospitalares, o que efetivamente, no caso, ocorreu. É importante sempre ressaltar que, durante todo o tempo, o corpo clínico de regulação atuou, de maneira adequada, no atendimento intensivo ao paciente, segundo critérios de organização e priorização de riscos.