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Terça, 30 Outubro 2012

UPA do Núcleo Bandeirante já prestou mais de 8 mil atendimentos

 


Pacientes de vários estados procuram serviço e o saldo é de elogios

Com apenas um mês de funcionamento e atendendo mais de 250 pacientes por dia, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante surpreende os pacientes com o atendimento humanizado e está sendo considerada como um serviço de ponta. Inaugurada no dia 28 de setembro, a unidade já atendeu três pacientes de Alagoas, cinco da Bahia, 66 de Goiás, três de São Paulo, seis do Mato Grosso, dois do Rio de Janeiro, um do Rio Grande do Norte e outro do Paraná, além dos mais de quatro mil pacientes do Distrito Federal, totalizando 8.127 atendimentos até segunda-feira (29).

A unidade é chefiada pelo médico Fabiano Antunes Miquelante e integra a Diretoria de Saúde do Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Riacho Fundo I e II e Par Way. “Somos uma UPA diferenciada porque estamos à margem de uma BR e, por isso, atendemos pessoas de quase todos os estados, além do DF”, explica a chefe de enfermagem Maura Lúcia dos Anjos, para quem, o “olho no olho” com o paciente faz toda a diferença. Um exemplo é o paciente Cleber Inácio da Silva, que tem 39 anos e procurou a UPA devido a uma queda de moto. “Esperei uma hora e meia porque entraram dois pacientes mais graves do que eu. Depois de passar pelo médico, já fiz a radiografia e daqui a pouco poderei ir embora. A UPA nem parece hospital público. Ter vindo aqui valeu muito a pena”, acrescentou, mostrando o exame feito.

Mesma opinião compartilha Guilherme Souza Lima, um pioneiro de Brasília que jamais tinha visto algo igual. “Graças a Deus alguém teve a ideia de construir a UPA. Toda cidade deveria ter uma dessas porque fui muito bem atendido, pude fazer até mesmo eletrocardiograma e agora estou aqui tomando a medicação. Todos foram muito bons comigo”, afirmou o morador de Vicente Pires, que trabalha no Pistão Sul em Taguatinga, e que por isso procurou a unidade quando teve uma crise de falta de ar. Para ele, o grande diferencial foi o atendimento em menor tempo e com qualidade.

Outro diferencial apontado pela enfermeira Maura, há 25 anos na Secretaria de Saúde, é o chamado “encaminhamento responsável”. Quando o paciente chega à UPA, ele é acolhido por uma equipe de enfermagem e, a partir daí, é feita a classificação de risco, quando também ele é inserido no sistema. Depois de fechada a “suposição de diagnóstico”, se o caso apresentado não for de urgência, é feito um encaminhamento ao serviço mais adequado, o chamado encaminhamento responsável. A equipe do local que receberá o paciente é acionada via telefone pela enfermagem da UPA, que informa as condições do paciente. Junto com ele segue também uma guia de encaminhamento com o histórico de todos os procedimentos feitos na unidade.

Para Maura, as UPAS vieram para consolidar e facilitar o entrosamento da rede de serviços, onde cada vez mais é necessário que cada um cumpra o seu papel da melhor forma possível. “Hoje em dia a informação é tudo. Por isso, nosso papel é primeiramente estabilizar o paciente e depois encaminhá-lo para a unidade que resolverá o problema, passando o máximo de informações possível, porque isso fará toda a diferença”, acredita.

Para que o encaminhamento seja o melhor possível, a UPA do Núcleo Bandeirante trabalha junto com o SAMU-DF, que transporta os pacientes mais graves, ou com ambulância própria, nos casos de média complexidade. Para isso, uma equipe foi treinada pelo próprio pessoal do Samu e um técnico de enfermagem faz o acompanhamento dentro do veículo. Somente quando não apresenta gravidade, e o paciente tem meios de locomoção, é feita a transferência por conta própria.

Outro diferencial da unidade é o acolhimento infantil, que conta, inclusive, com uma brinquedoteca. “Há crianças que já foram atendidas, a mãe quer ir embora e elas se recusam a ir”, relata a enfermeira, feliz com os resultados que a equipe vem obtendo em relação à qualidade do atendimento.

Com uma filha de 15 anos, Maria do Socorro Rodrigues de Souza recorreu à UPA para o atendimento da filha Isabela, com intoxicação alimentar, e achou tudo muito bem organizado. “Não esperei muito e ela já foi atendida, tomou medicação e já podemos ir para casa”, disse a moradora do Riacho Fundo I, que procurou a unidade pela primeira vez.

Arielce Haine

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