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Segunda, 02 Setembro 2013

Serviço de estimulação precoce do Hospital do Gama volta a funcionar

 

Atendimento a crianças com transtornos psicomotores

A unidade de fisioterapia e terapia ocupacional do Hospital Regional do Gama (HRG) reabriu o serviço de estimulação precoce. Criado em 2008 na rede pública de saúde do DF, atende crianças de zero a três anos, com comprometimento neuropsicomotor de leve a moderado.

A estimulação precoce funciona no ambulatório do HRG, as quintas-feiras e sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h e atende cerca de cinco crianças por período. A marcação da consulta é feita na primeira semana de cada mês, no setor da fisioterapia.

Segundo a chefe do Núcleo de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Andréia Cristina dos Santos Barcelos, a contratação de fisioterapeutas pela Secretaria de Saúde para o hospital possibilitou a reabertura da terapia. “O serviço estava fechado há um ano e agora podemos dar seguimento às atividades”,  informou.

Andréia destaca que a estimulação de uma criança nos primeiros anos de vida contribui para o ritmo do desenvolvimento e diminui as chances de transtornos psicomotores, sócio-afetivos, cognitivos e de linguagem.

“A estimulação precoce tem como princípio básico o acompanhamento clínico-terapêutico de crianças e bebês com alguma alteração do desenvolvimento neuropsicomotor, por meio de exercícios, jogos, atividades e técnicas terapêuticas, beneficiando o seu desenvolvimento”, esclareceu a fisioterapeuta.

A coordenadora do serviço, Fernanda Silva Flor, disse que   nos primeiros anos  as crianças desenvolvem habilidades cognitivas e motoras essenciais para o resto  da vida. “É nessa fase do desenvolvimento que o organismo se revela apto ao aparecimento dos marcos do desenvolvimento (capacidade de segurar a cabeça, sentar sozinho, engatinhar, andar etc.), que possibilita aos profissionais da área avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor”.

Ela destaca, ainda, que a avaliação dos bebês já começa no hospital. “Quando alguma alteração é notada nos bebês nascidos na unidade, a equipe de fisioterapia é chamada e a avaliação fisioterapêutica é iniciada ainda no período de internação hospitalar. Caso a suspeita de presença de alguma alteração no desenvolvimento neuropsicomotor seja confirmada, o recém-nascido é encaminhado ao serviço”, informou a fisioterapeuta.

Yuri Davi, três meses, que nasceu no HRG e foi diagnosticado com paralisia braquial obstétrica, faz estimulação precoce há três semanas. Ele já movimenta os braços, a cabeça e contrai as pernas. Para a mãe de Yuri, Andréia Ferreira Silva, o desenvolvimento do filho é excelente. “Ele faz movimentos com as mãozinhas, está mais ativo. Fico grata por meu filho ter a oportunidade de estar na estimulação precoce”, disse.

 

Eliane Simeão

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