Governo do Distrito Federal
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26/03/18 às 11h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h19

Odontologia entra para a lista de especialidades de residência multiprofissional

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Foram ofertadas oito vagas. Matrículas já começaram

BRASÍLIA (26/3/18) – O Programa de Residência Multiprofissional em Rede: Terapia Intensiva acaba de ganhar mais uma especialidade profissão em sua composição: a odontologia. Em seu terceiro ano, o programa, até então, era formado por enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição e psicologia.

“Com a regulamentação da necessidade de dentistas dentro da UTI, incluiu-se a profissão na residência multiprofissional em terapia intensiva. A equipe de odontologia já está organizada desde o ano passado dentro das UTIs e, com isso, conseguiu ter preceptor de odontologia”, frisa a coordenadora da Residência Multiprofissional, Cibelle Antunes Fernandes.

Na primeira seleção, foram oferecidas oito vagas, onde 43 dentistas se interessaram e se inscreveram. “O resultado está prestes a ser publicado no Diário Oficial do DF e as matrículas começam logo em seguida”, conta Cibelle.

Ao todo, o Programa de Residência Multiprofissional em Rede: Terapia Intensiva conta com 91 vagas. A Comissão de Residência Multiprofissional em Área Profissional da Saúde (Coremu) é o colegiado responsável pelos programas, juntamente com a Gerência de Residência da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs).

São dois anos de residência e o estudante passa por atividades práticas e teóricas. A Escs é a instituição formadora, responsável pelos programas de residência médica e multiprofissional da Secretaria de Saúde do DF.

“A proposta do programa é fazer rodízio na rede. No primeiro ano os alunos passam pela UTI de média complexidade e no segundo, para a alta complexidade. Com isso, eles passam por três grandes hospitais da rede”, detalha a coordenadora.

Participam do programa os hospitais regionais da Asa Norte, Ceilândia, Taguatinga, Santa Maria, da Região Leste e o Instituto Hospital de Base. “Dentistas do Hospital Regional de Santa Maria ajudaram a trazer a profissão para o programa, montando cronograma e processo pedagógico”, diz Cibelle.

IMPORTÂNCIA – Para Marcos Pains, tutor da residência de odontologia, essa inclusão será importante para “formação de mão de obra especializada em uma área carente e de grande necessidade no serviço público”. E completa: “Haverá padronização do atendimento em todas as unidades participantes, aumento no investimento em pesquisa científica e maior qualificação do quadro de servidores da secretaria.”

Atualmente, 13 dentistas atuam em UTIs em nove hospitais da rede pública de saúde.