Governo do Distrito Federal
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21/03/19 às 13h36 - Atualizado em 21/03/19 às 14h42

Paciente é levado para passeio após 95 dias em UTI do Base

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Ação era planejada há mais de um mês para alegrar o paciente e familiares

 

Após 95 dias em um leito de UTI, José Eloi Diniz, 47 anos, teve uma surpresa na tarde de quarta-feira (20). No horário de visita, foi levado por uma equipe multiprofissional para “um passeio” na área externa do Hospital de Base. A atividade contou com a participação da esposa e do irmão. Eles também foram surpreendidos com a ação, que estava sendo planejada há mais de um mês.

 

O paciente, que é taxista, sofreu um infarto e passou por vários procedimentos. Apesar de não conseguir falar, mostrou a gratidão com vários sorrisos, que contagiaram os profissionais e a família. “Quando cheguei, a equipe disse que eu teria fortes emoções. Meu coração disparou”, contou a esposa Alacides Sousa, 36 anos, que ficou impressionada com a humanização dos profissionais.

 

Para Antônio Eloi, 52 anos, que visita o irmão diariamente, o gesto de carinho dos profissionais agradou. “Geralmente, ficamos apenas no leito. Até pedimos para ficar mais tempo, porque em UTI não podemos permanecer longos períodos. Em alguns dias, vamos embora preocupados, mas hoje estamos satisfeitos, porque depois de tanto tempo sem ver uma paisagem, ter outra visão é importante”, complementou.

 

O passeio, que durou certa aproximadamente 40 minutos, foi suficiente para ver plantas, pessoas diferentes e, ainda, o pouso de um helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar no Hospital de Base. Confira todas as fotos neste link.

 

Os funcionários consideram José “uma lenda”, já que sobreviveu a diversas paradas cardíacas ao longo da internação, que foram revertidas com sucesso pela equipe médica.

 

“Ele é um paciente grave, com estabilidade clínica. Tanto tempo internado repercute em vários aspectos, inclusive emocionais, que interferem diretamente na melhora”, disse a fisioterapeuta, Cássia Dalbosco. “Não sabemos o desfecho dos pacientes. Temos que trabalhar com a realidade, então, trazemos o máximo que podemos de humanização”, emendou.

 

Ela citou que a equipe também providencia televisão móvel para que os pacientes conscientes assistam na UTI. No caso de José, ele também conta com uma visita prolongada, que ocorre das 15h às 18h. Essa é outra medida de humanização que contribui para a recuperação da consciência do paciente, além de ser um estímulo para a melhoria do quadro clínico.

 

“Apesar de ser um paciente que está internado em uma UTI, sabemos que é uma pessoa que tem vontades, gostos e preferências. E o familiar age como um mediador para conseguirmos nos identificar melhor com o paciente e fazer um trabalho adequado”, disse o psicólogo da UTI, Wesley Ponte, ao explicar que essa perspectiva tem sido implementada por todas as equipes como prática de humanização.

 

LEITOS – O Hospital de Base, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), conta com 68 leitos de UTI, todos em funcionamento. Na Unidade Coronariana, onde José está internado, são oito vagas.

 

Ailane Silva/IGESDF

Foto: Lúcio Távora/IGEDF