Governo do Distrito Federal
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20/11/13 às 21h15 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Primeiro transplante de medula óssea do DF é realizado com sucesso

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Procedimento durou menos de uma hora

Foto: divulgação ICDF

O primeiro transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal, realizado nesta quarta-feira (20), no Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), durou menos de uma hora e foi bem sucedido, segundo a equipe médica que acompanhou o caso.

O paciente, que é aposentado e tem 66 anos, Humberto Ribeiro, passará pelo processo de recuperação que deve durar de 10 a 12 dias, segundo o Dr. Gustavo Bettarello, chefe da equipe médica. “O procedimento ocorreu de maneira tranquila. Somente após esse tempo saberemos se as células repovoaram a medula adequadamente para que o transplante tenha sido, de fato, bem sucedido”, diz o médico. Humberto é portador de Mieloma Múltiplo, um tipo de câncer.

Esse foi o primeiro transplante de medula realizado na capital totalmente pago pelo SUS. Para o Secretário de Saúde do DF (SES/DF), Rafael Barbosa, isso representa um marco para a política de saúde na capital. “Esse dia é muito importante, pois estabelece um parâmetro idealizado pelo GDF: tornar o DF uma referência nacional em transplantes de tecidos e órgãos”, comemora o secretário.

Transplantes como o de coração, córnea, rim, fígado, pulmão e agora de medula já têm como referencia nacional o Distrito Federal. Segundo o secretario de Saúde, hoje há um preparo maior tanto na estrutura dos hospitais quanto na capacitação dos profissionais. “Isso é um ganho enorme para a população que depende do SUS”, explica.

A filha do paciente, Simone Oliveira, conta que quando o pai foi diagnosticado com a doença foi um choque para a família. “Quando soubemos, foi um grande baque. Ficamos felizes ao saber que havia a estrutura completa para o tratamento do caso dele. Estamos esperançosos”, comemora.

Em parceria com a SES/DF, a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) coletou, armazenou e processou o sangue do paciente.

Por Lucas Carvalho, da Agência Saúde DF
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