Governo do Distrito Federal
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22/06/20 às 12h42 - Atualizado em 24/06/20 às 10h28

Profissionais da Saúde participam de curso com foco em emergência cardiovascular

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 O tema tratou a Síndrome Coronariana Aguda no cenário da COVID-19 na Rede Sprint

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Profissionais da Secretaria de Saúde participaram de uma capacitação on-line em doença cardiovascular com o tema Síndrome Coronariana Aguda no cenário Covid-19 – Rede Sprint. O treinamento contou com a participação de 50 cardiologistas da rede pública de saúde (SES e Iges-DF), que utilizaram a plataforma Zoom para interagirem. A capacitação teve como público os profissionais da saúde que trabalham nas emergências.

 

Os prontos-socorros dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão integrados por tecnologia que facilita a comunicação entre as unidades. As doenças cardiovasculares, inclusive o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), são a maior causa de morte no mundo e os dados não são diferentes no Brasil.

 

De acordo com dados vigentes da área, a sua incidência não diminuiu durante a pandemia. Nesse sentido, mesmo nessa situação os treinamentos foram adaptados para atingir os profissionais que estão na linha de frente nas emergências das unidades. Principalmente porque no Distrito Federal, um pouco mais de 10% dos pacientes internados pela Covid-19 com comorbidade possui alguma doença cardiovascular, sendo a primeira da lista.

 

A médica palestrante e Referência Colaboradora Distrital da Cardiologia na Secretaria de Saúde, Edna Marques, explica a importância de se manter os treinamentos para continuar o aprimoramento da equipe mesmo no momento tão delicado como o da pandemia pela Covid-19. Além da capacitação focada na Síndrome Coronariana Aguda, o curso aborda a dinâmica da Rede Sprint.

 

A profissional também é a coordenadora do Projeto Sprint/DF e trouxe a metodologia utilizada nas emergências para a abordagem desses casos. Edna conta que os treinamentos presenciais estavam programados, no entanto, com a pandemia, a capacitação foi adaptada para a plataforma on-line. Além disso, a Covid-19 foi mais um motivo para continuar a capacitação que será mensal.

 

“Recebemos muitos profissionais novos e toda a equipe precisa trabalhar alinhada aos protocolos que utilizamos. Queremos que todos tenham a capacidade técnica para atender o paciente da melhor maneira possível. Cada minuto conta. Não adianta ter apenas medicamentos e aparelhagem, se não sabe o momento correto de utilizar”, explicou Edna Marques.

 

O projeto Sprint tem o objetivo de prestar um tratamento mais qualificado e com a maior celeridade possível no atendimento dos casos de suspeita de infarto agudo do miocárdio. Lançado em 2019, o Sprint funciona nos prontos-socorros da rede pública de saúde e são integrados às unidades de referência cardiológicas dos hospitais regionais de Taguatinga e Gama, Hospital de Base e Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Por meio da tecnologia, tablet , celulares e o aplicativo Join, profissionais trocam informações em tempo real.

 

“O Sprint ajuda a dar celeridade a esse atendimento e possibilita a interação com equipe de cardiologista 24 horas, onde se pode discutir o caso clínico de cada paciente, avaliação do eletrocardiograma, outros exames, e se necessário acionar a transferência do paciente para o serviço de cardiologia de referência caso seja necessário para realização de procedimentos diagnósticos ou cirúrgicos”, destaca Marques

 

Por conta da Covid-19, a profissional alerta para que a população não tenha medo de ir até a unidade caso tenha dor no peito. Os treinamentos são, inclusive, para padronizar e uniformizar o atendimento pelas equipes. Em qualquer emergência que for, caso seja suspeita de IAM, o paciente terá o mesmo tratamento, protocolo e atenção. O objetivo é estabelecer o melhor tratamento mais rapidamente possível para diminuir sequelas e preservar sua vida.

 

O próximo passo da área é incluir o Samu na Rede Sprint. O médico que estiver atendendo uma ocorrência em IAM, por exemplo, poderá ter o mesmo acesso à equipe das unidades. A ação é essencial quando a equipe depara-se com um trânsito pesado e pode ter dificuldade de chegar a uma unidade de emergência, sendo instituído o tratamento do Infarto no local do atendimento ou durante o transporte para uma emergência fixa.